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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A vida

29 de Fevereiro de 2020

29.02.20, Alice Alfazema

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A vida é assim: frágil, fugaz, vibrante. Hoje estamos aqui, amanhã não sabemos. Mas terá a vida algum valor especial e único se não a sintonizarmos com a natureza? Se não formos solidários e empáticos com os nossos semelhantes?

 

A vida tornou-se tão desinteressante enquanto comemos regalados em frente ao ecrã vendo notícias de guerra e imagens de refugiados, quando somos autoritários perante outros por os julgarmos pelo que vemos, como se essa pele fosse o único indicador daquilo que temos à nossa frente.

 

Que sabes tu de mim? Do que leio e daquilo que penso? Do que já vivi e das escolhas que tive de fazer? Nada. E do nada tiras conclusões. 

 

Hoje é um dia diferente, daqui a quatro anos haverá outro, é um dia que vivemos de quatro em quatro anos, é um resto, uma nova oportunidade, um novo amanhecer, mais uma noite, mais uma espera. É a vida que se movimenta esperando por mudanças.

 

Deixei de ter paciência, deixei de tentar compreender a estupidez da altivez, não quero desculpar mais o preconceito exercido por pessoas adultas e supostamente informadas e formadas. Quero pertencer e poder alcançar outros patamares de inteligência, que não estejam estratificados pela sociedade e pelas classes. Quero algo natural, tal como uma papoila que apenas dura um dia, mas que esse dia seja vibrante e não extenuante. Quero poder sentir prazer a cada dia, naquilo que faço, naquilo que sinto e naquilo que é a minha opinião. 

 

 

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