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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Postal

26.10.19, Alice Alfazema

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Queridos amigos,

Tenho tido pouco tempo para responder aos vossos comentários, sei que é uma falha minha, mas agradeço-vos do coração as mensagens que me deixam todos os dias. O blog faz parte da minha vida, assim como vocês, não interessa que não nos conheçamos fisicamente, isso para mim não tem grande valor, o que me preenche são as palavras de carinho que me deixam aqui todos os dias, ou como ontem no espaço da MJP, onde falei sobre Liberdade, ou ainda terem-me nomeado para os Sapos do Ano, é esta interacção neste espaço virtual que me fascina e seduz. Um agradecimento especial à Magda L Pais e ao David Marinho, por organizarem este evento de forma espontânea e até divertida. 

 

É bom estar aqui neste bairro do Sapo, um agradecimento também para a equipa do SAPOBLOGS, especialmente ao Pedro, que está sempre pronto para dar uma ajuda, que tira fotografias lindas com pormenores que descobriu por acaso. Também quero agradecer àqueles que não fazem parte desta comunidade e que também me visitam, este espaço faria pouco sentido se não existissem. 

 

Obrigada

 

 

Tomada de posse na Assembleia da República

25.10.19, Alice Alfazema

No dia em que tomam posse os deputados eleitos na recente eleição legislativa, lembramos um assunto que tem ficado esquecido nas mesas de trabalho das comissões parlamentares e do plenário da Assembleia da República: Mais de 13 mil cidadãs e cidadãos continuam à espera de respostas acerca do perigo para o equilíbrio ecológico e a saúde e bem-estar públicos que as obras de dragagens previstas no rio Sado auguram.

 

A entrega em Janeiro da petição "Pela defesa da Reserva Natural do Estuário do Sado” à Assembleia da República suscitou a audição da primeira subscritora na Comissão Parlamentar do Ambiente em Março, tendo aí sido relevados os graves riscos da obra descritos no Estudo de Impacte Ambiental e considerados subavaliados pela Comissão de Avaliação do mesmo.


Foram ainda feitas revelações sobre a falta de transparência do processo e ausência de esclarecimentos e auscultação pública por parte da APSS, o evidente incumprimento de várias obrigações da Declaração de Impacte Ambiental do projecto e a falta de informação que justificasse o avançar do projecto.

 

Estas afirmações obtiveram concordância por parte das forças políticas presentes, sendo na altura solicitado à APSS o estudo económico da obra, que sabemos hoje não ter sido entregue à Agência Portuguesa do Ambiente para apreciação mas que foi mesmo assim assumido como factor “determinante” na aprovação do projecto.

 

O número de subscritores da petição obriga à sua discussão em plenário da Assembleia da República, tendo a mesma sido remetida para esse passo pela respectiva comissão parlamentar, mas até hoje não houve qualquer iniciativa nesse sentido. Agora que a APSS anuncia o início das dragagens, o silêncio de São Bento torna-se mais ensurdecedor que nunca.

 

Relembramos assim às novas deputadas e deputados a importância de ouvir as legítimas preocupações da população e garantir o correcto e atempado funcionamento dos mecanismos democráticos.


A causa da defesa do património natural português é demasiado importante para ficar perdida… Nos Passos Perdidos da Assembleia da República!

 

 

Petição em https://participacao.parlamento.pt/initiatives/432

 

SOS Sado

Coisas do nosso tempo - Estado de Pernambuco

25.10.19, Alice Alfazema

O cadeado do Amor

24.10.19, Alice Alfazema

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Pensar que o símbolo de um amor seja um cadeado fechado numa qualquer grade de uma ponte deixa-me triste, porque um amor deve ser livre. Livre em acções e pensamentos, livre em todas as suas formas, um amor prisioneiro não é amor.

 

Porque se há-de querer um amor aprisionado? Tal como a felicidade, o estado amoroso é efémero, frágil, que necessita de cuidado, como podem cuidar de um amor prisioneiro e frágil. O frágil não aguenta muito tempo a prisão, nem é feliz. É um amor doentio, sem rumo, agarrado, que vai ficando sem cor. 

 

Como se festeja o amor com um cadeado? És meu prisioneiro? Que sentido faz a imposição do amor? O amor não se impõe. O amor dá-se de presente, aberto e com espaço para respirar e crescer. O amor não é estático, é dinâmico.

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