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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

#diariodagratidao 29-04-2019

29.04.19, Alice Alfazema

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Ilustração Monica Garwood

 

 

 

Sua vida é sua vida
Não deixe que ela seja esmagada na fria submissão.
Esteja atento.
Existem outros caminhos.
E em algum lugar, ainda existe luz.
Pode não ser muita luz, mas
ela vence a escuridão
Esteja atento.
Os deuses vão lhe oferecer oportunidades.
Reconheça-as.
Agarre-as.
Você não pode vencer a morte,
mas você pode vencer a morte durante a vida, às vezes.
E quanto mais você aprender a fazer isso,
mais luz vai existir.
Sua vida é sua vida.
Conheça-a enquanto ela ainda é sua.
Você é maravilhoso.
Os deuses esperam para se deliciar
em você.

 

 

 

 

 

 

Poema de Charles Bukowski 

 

💋

28.04.19, Alice Alfazema

 

Eu achava coisas que eu não acho mais

Cabia em roupas, sentimentos que já não me servem mais

O tempo corria e eu me sentia sempre um passo atrás

Na pressa em busca do que me traria paz

Preencher vazios, tornar sonhos reais

Mas o medo é sim meu inimigo de outros carnavais

 

Tudo muda até as estações

Serve de esperança aos corações

 

Começar do zero

28.04.19, Alice Alfazema

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Ilustração  Nguyen Thanh Nhan

 

Já perdi a conta às vezes que comecei do zero, das vezes que pensei que amanhã iria ser um outro dia. De quando alguém morreu e tive de começar do zero, para saber viver sem essa pessoa. De quando fiquei sem emprego e tive de começar de novo, reinventar-me. De tantas outras coisas.

 

De quando fui mãe e deixei de ser apenas eu e comecei do zero numa outra pessoa. De quando tenho de ceder e pensar a partir do zero, começar, acabar, deixar, andar. Andar em círculos através dos anos, num zero sem saída. 

 

Ouvir um música pela primeira vez, comer algo que nunca provei, ver aquilo que nunca imaginei. Zero positivo, zero negativo, zero de nada.

 

A borracha que apaga o zero, o zero que se constrói, o eterno circulo que caminha numa linha demasiado curva. As pessoas que me ofereceram zero e das conversas que me  fizeram ir ao zero ou me sentir um zero.

 

Às vezes um zero é muito, noutras é pouco e há aquelas em que é nada.

 

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