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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Marcar férias

23.03.19, Alice Alfazema

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Tenho até ao final do mês de Março para marcar as minha férias. Dão-me todos os anos um impresso, com os dias de férias a que tenho direito. Depois do cabeçalho e da informação dos dias a gozar tenho um espacinho para colocar o período de férias que quero, por baixo tenho um rectângulo maior onde devo colocar a morada da minha residência de férias, por norma coloco: Maldivas, Caraíbas, mas este ano vou colocar Antárctida, nº pinguim 24.

 

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As fotografias são de Daisy Gilardini

 

 

Bom dia! Em que posso ajudar?

23.03.19, Alice Alfazema

O meu marido diz que eu penso demais. É verdade, detenho-me nos pormenores do dia-a-dia. Agora tenho notado que quando vou a um supermercado há sempre aquela frase: Bom dia! Em que posso ajudar? E se eu respondesse que me pode ajudar a coçar as costas, ou então a passar a ferro o monte de roupa que tenho cá em casa, de entre outras coisas para as quais preciso de ajuda, será que me ajudavam? Um dia destes ainda vou experimentar. Duvidam? Não duvidem que eu sou mulher para isso. 

O mar começa aqui

23.03.19, Alice Alfazema

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Cascais lançou a campanha “O Mar Começa Aqui” com o objetivo de sensibilizar a população para não atirar resíduos de qualquer natureza para as sarjetas, uma vez que o lixo ali colocado acaba no mar.

É o caso das beatas, papéis e águas de diversos tipos de lavagens, contendo detergentes e até resíduos provenientes de obras, como tintas e solventes que acabarão a poluir o mar. O correto será deitar os resíduos nos locais apropriados como esgoto (águas de lavagens) e caixotes de lixo, reciclando sempre que possível os papéis, garrafas, embalagens de plástico, tampas, beatas, etc.

 

“Percebemos que as pessoas não sabem que estas grelhas, que são as sarjetas e os sumidouros, servem apenas para a água das chuvas. Acham que é esgoto, então há a tendência de atirar todo o tipo de lixo”, disse Soraia Carvalho, diretora do Departamento de Ambiente da Câmara Municipal de Cascais, explicando que o maior problema “é que as sarjetas têm ligação direta ao mar, portanto achamos que devíamos informar e de uma forma criativa estamos a pintar frases que alertam", como por exemplo: "O Mar Começa Aqui, Não Despeje, Não Polua". 

 

 

Coisas do nosso tempo - A decadência dos povos auriculares

23.03.19, Alice Alfazema

Venho reparando em como cada vez mais pessoas usam os altifalantes dos telemóveis em locais públicos. Alguns falam para o microfone mantendo o sistema em alta-voz. Outros, diga-se que de todas as idades, assistem a excertos de vídeo, com o som bem alto, em mesas de café. Outros ainda usam o aparelho em modo videoconferência, e sem reservas de maior: ainda há dias vi como um homem nos seus trintas apresentava à namorada distante, acompanhado de um amigo que ria muito, a casa de banho masculina - e movimentada - de um grande centro comercial.
Não sei bem o que isto significa, mas estou certo de que é importante.

 

Bandeira no Delito de Opinião

Ó Alicinha o que é que gostas mais em dia de greve do pessoal não docente?

22.03.19, Alice Alfazema

Gosto muito de ler os comentários à notícia da greve, é um exemplo daquilo que ouvimos no nosso dia-a-dia:

 

E os sindicatos não dizem quantos estão de baixa fraudulenta???? Pelos vistos o ministério tem de ter suplentes em igual número de trabalhadores.... Vão-se catar!!!

 

E a palhaçada continua....rua com toda essa gente.
Já metem nojo...dass!!!

 

A SAGA CONTINUA EH.EH.EH.

 

Pelo número de baixas, só doentes podem concorrer para auxiliares! O problema deste país entre outros, é a baixa produtividade dos funcionários, mas todos querem AUMENTOS e carreiras, trabalho ninguém pede!

 

Quantas mais greves melhor até partir a corda, vivemos uma situação muito parecida com o que existiu no 28 de Maio e desembocou no Salazar.

 

Ao vivo e a cores oiço:

 

Não fazem nada.

 

Andam aqui de mãos nos bolsos.

 

Está cansada? Estamos todos cansados.

 

Você está aqui para trabalhar.

 

Vocês não se esforçam o suficiente.

 

Têm de fazer mais para além de.

 

O vosso trabalho não é de responsabilidade.

 

Estamos aqui por causa dos meninos, sem eles não havia escola.

 

Temos que nos habituar.

 

Temos que ser tolerantes. 

 

Eu peço você obedece.

 

Criadinhas de bar.

 

Vocês estão aqui para limpar, se eu não atirar lixo para o chão você não  tem nada para fazer.

 

Vá para o caralho!

 

Foda-se!

 

 

 

 

Queridos comentadores de notícias de greve, que percebeis tanto deste assunto, se quiserdes deixar aqui o vosso relevante comentário para a minha colecção, terei muito gosto em o aprovar. Estejam à vontade para serem criativos. Surpreendam-me! 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Envelhecer juntos

22.03.19, Alice Alfazema

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Ilustração Lisa Aisato

 

Eu não tinha a noção do que é envelhecer juntos, parecia-me uma coisa em separado, cada um por si, com as suas dores e as suas rugas. Mas não. Envelhecer juntos é como uma árvore pequenina que cresce e cria raízes, que dá sombra e abrigo, em que o tronco se enruga e torna-se largo e disforme. Envelhecer juntos nos ventos e temporais, nas primaveras e verões escaldantes. A pele que já foi firme e lisinha, agora de um outro formato, mas que não importa nada, porque quando nos abraçamos somos sempre jovens e há sempre Primavera no olhar.