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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Filhos sem pais

06.02.19, Alice Alfazema

Ilustração Patrick Gonzales

 

Não sei de números, mas sei que todos os dias leio notícias sobre a violência doméstica. Dos filhos que ficaram orfãos de pais, que vivem agora numa instituição. Na escola há muitos que foram retirados aos pais. São histórias que pouca gente quer saber. 

 

Não creio que se faça muito por eles, faz-se o que se pode, deixa-se andar. 

 

#diariodagratidao 05-02-2019

05.02.19, Alice Alfazema

 

No meu trabalho temos uma sala destinada aos auxiliares, é onde almoçamos e descansamos durante a hora do almoço. Existe uma mesa redonda ao centro da sala, uns sofás, um frigorífico, uma televisão, um micro-ondas e alguns cacifos. Aquela mesa como é redonda chega sempre para mais um, mas aquilo que quero referir hoje aqui é o facto de aquela mesa ter quase sempre alguns mimos em cima dela. São mimos trazidos pelas colegas que os colocam ali naquele poiso central. Muitas vezes é fruta da época, pimentos, bolos, chocolates, bolachas e doces caseiros, são coisas do coração. É também ali naquela mesa que rimos e desabafamos sobre as coisas da vida e do trabalho.

 

 

Das coisas da vida que não entendo

04.02.19, Alice Alfazema

Estamos no Inverno, as pessoas andam agasalhadas pela rua, está frio, muito frio. É Inverno e as pessoas dizem-me que dormem com lençóis polares, cobertores e mantas, camisa interior, pijama polar, meias. Não entendo, não entendo, se estão em casa, debaixo de um tecto, sem vento, sem chuva, sem geada, porque têm de dormir com tanta roupa em cima do pêlo? 

#diariodagratidao 04-02-2019

04.02.19, Alice Alfazema

 

Ilustração Pablo Jurado Ruiz

 

Durante muito tempo eu vivi sobressaltada, a minha rotina podia ser alterada a cada momento. Nunca valorizei a rotina do dia-a-dia, mas ao fazer este exercício, e ao tentar encontrar em cada dia um momento que seja de valor, vejo então o quanto é importante vivermos com rotinas. E descubro que é para mim sinónimo de tranquilidade e de conforto, chegar a casa e saber o que me espera. Por isso a rotina não é um estorvo mas uma mais-valia que encontro em cada dia.