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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Remelas dentro da vista

27.11.18, Alice Alfazema

 

Eles julgavam que o casamento era assim como um bolo instantâneo, tinham o pó e apenas precisavam juntar os ovos e o leite. Inscreveram-se no programa e deram o seu perfil, ou disseram como eram, ou disseram aquilo que queriam ser, ou então o que julgavam ser. Cozinharam-se os perfis, os gostos e os desgostos, as idades e os sonhos. Vieram especialistas e analisaram aquilo tudo, etiquetaram as peles e os aromas e vislumbraram o casal perfeito, a metade da outra metade. Tal qual um puzzle. 

 

 

Julgaram então que estava tudo encaminhado. Mas o que podemos fazer com uma metade? Nada. Se és metade não és inteiro, nem sabes bem o que és quanto mais o que queres. E veio a desilusão, porque não havia intenções de nada.

 

 

Viveram então dias de estrelas de cinema e sorrisos esticados no rosto. E foi tudo. 

 

Ilustrações  Tran Nguyen

É desta gente que eu tenho estado à espera para acordar este país!

25.11.18, Alice Alfazema

O médico Martino Gliozzi © Bruno Lisita / Global Imagens

 

 

 

"Eu - e outros médicos também - estou a registar de maneira metódica todas as pessoas que estão a ser despejadas ou têm ameaça de despejo. Tenho uma pequena história de cada um deles. Posso pôr: 'Hipertensão, diabetes, cancro na próstata, despejo, desemprego, ou insuficiência económica. É a minha maneira de ver a medicina. Estas coisas têm um grande impacto na saúde. Uma pessoa que é ameaçada de despejo com 70 ou 80 anos vai aumentar o isolamento, vai ter dificuldade em gerir a medicação"

 

Martino Gliozzi

 

 

 

Ver a reportagem completa no DN

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