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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Bom dia :)

05.07.18, Alice Alfazema

 

Um dia, quando começa, parece igual aos outros. A mesma luz que entra pela janela, ruídos de obras e automóveis, vozes…

 

Mas o que nesse dia me falta é outra coisa: a tua voz, a surpresa de cada instante que me dás, uma luz diferente que não vem de fora, da mesma rua e do mesmo céu, mas de dentro de ti.

 

Assim, o que faz a mudança do mundo e das coisas não é o mundo nem as coisas:

 

somos nós, e a relação que nos prende um ao outro – isso que, não sendo nada para fora de nós, é tudo o que temos nesta vida.

 

 

 

Nuno Júdice

 

Um dia macio

04.07.18, Alice Alfazema

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No conforto da cama,
quem me chama, quem me chama?
É o dia, é o dia,
vem ouvir a nova melodia
do pássaro que passa
e traça um arco azul no céu do meio-dia...

No conforto do que ouço,
quem me chama, quem me chama?
É a noite, é a noite,
vem ver o mágico céu
abrindo seu noturno véu
resplandescendo galáxias em luz que acaricia...

No remanso do corpo cansado,
quem me chama, quem me chama?
É o tempo, é o tempo,
vem ver o novo invento
criado nesse momento,
o universo passeando astros
que retira do ventre da poesia...

E eu, misto de lago e dicionário,
cubro as orelhas com o lençol em meu macio berçário.
 
 
 
 
Poema de Preto Moreno
 
 
 
 
 
 

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