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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Quando as palavras dos outros são também as nossas

07.06.18, Alice Alfazema

E acho que o País, no seu conjunto, ainda não é suficientemente 'moderno'. O Estado Social e a Educação, por exemplo, ainda são, a meus olhos, áreas relativamente antigas e fechadas, com muitos dos seus profissionais ainda arreigados a teorias e práticas de outros tempos. O mundo é outro e os príncipios, os objectivos e os processos pouco têm evoluído.

 

 

Um Jeito Manso

 

 

Porque não largamos o plástico? Porque não queremos.

06.06.18, Alice Alfazema

Lembro-me de ir às compras com uma simples alcofa e trazer tudo o que precisava sem sacos de plástico, as batatas, as cenouras e as nabiças nunca guerrearam por virem juntas, lembro-me de colocar os legumes na gaveta do frigorífico sem irem embaladas em plástico, nem película aderente, nem papel de alumínio, e não me lembro de ter pensado que se contaminavam umas às outras.

 

Agora tenho a necessidade constante de empacotar tudo, é um vício, um vício muito mau. 

 

 

Em minha casa reciclo todo o tipo de plástico, cartão, vidro, rolhas, mas é muito pouco. Não faço da sanita balde do lixo, mas gasto demasiados produtos embalados. 

 

 

Não gosto de festas de balõezinhos, nem de velas acesas na praia. 

 

 

Acho estranho dizermos que somos uma espécie inteligente. Quanto estamos a matar o nosso mundo e a não respeitar os outros animais. 

 

 

Não largamos o plástico porque nos habituamos ao que é fácil, e hábitos são como raízes que se alastram. Não basta reciclar o importante é eliminar. Porque  o tempo escasseia, e não existe outra casa que nos ature como esta nos tem aturado.

 

 

  Fotografias retiradas daqui.