Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Dicas e conselhos para um mundo melhor - Acreditar

31.05.18 | Alice Alfazema

Ilustração Jody Hewgill

 

 

Talvez o tempo, por si só, explique a cada um de nós o que é necessário para a felicidade. Talvez a felicidade seja sempre outra coisa que em cada idade se revela para que nos esforcemos de novo, continuamente. Há um amor guardado para cada fim. No limite, já não podemos adiá-lo. Temos de amar sem olhar a quem até que, olhando, o perfeito desconhecido nos seja familiar. Até que se invente uma família, tão pura e fundamental quanto outra qualquer. A felicidade, afinal, é possível, embora se esconda atrás de um mundo de tristezas. Mas nenhuma tristeza nos deve vencer. O destino de cada um é só este: acreditar, mesmo quando ninguém mais acredite.

 

 

Valter Hugo Mãe

 

 

Conversas da escola - A informação

31.05.18 | Alice Alfazema

Ilustração Daiva Staškevičienė

 

 

 

 

Como lhe chega a informação do que se passa nas salas de aula? Pelos professores, pelas direções regionais?


Eu fui a quase cem escolas no primeiro ano e meio [de governo]. Fui, em média, a duas escolas por semana. E agora continuo a ir. Por quem é que me chega a informação do que acontece nas escolas? Primeiro, pelo contacto direto com diretores e associações de diretores. Eu já me encontrei com todos os diretores do país. São 811 agrupamentos.

 

 

 

Tiago Brandão Rodrigues, Ministro da Educação

 

 

 

Alicinha Contina

Não me apressem

28.05.18 | Alice Alfazema

 

Ilustração  Spyrre

 

 

Quando eu morder
a palavra,
por favor,
não me apressem,
quero mascar,
rasgar entre os dentes,
a pele, os ossos, o tutano
do verbo,
para assim versejar
o âmago das coisas.

 

 

Ilustração  Scott Kahn

 

 

Quando meu olhar
se perder no nada,
por favor,
não me despertem,
quero reter,
no adentro da íris,
a menor sombra,
do ínfimo movimento.

 

Ilustração  Leszek Kostuj

 

 

Quando meus pés
abrandarem na marcha,
por favor,
não me forcem.
Caminhar para quê?
Deixem-me quedar,
deixem-me quieta,
na aparente inércia.
Nem todo viandante
anda estradas,
há mundos submersos,
que só o silêncio
da poesia penetra.

 

 

 

Poema de Conceição Evaristo

Em português de Portugal o que é um desvio e um lapso?

26.05.18 | Alice Alfazema

Desvio.

 

Lapso.

 

Poderão também encontrar outros significados para estas palavras ao lerem a nossa interessante comunicação social ou em alternativa assistam a discursos políticos, ou então a opiniões de empresários de renome. Cultura geral nunca é demais. E pobreza também não, ó pá...isto foi um desvio, perdão, um lapso. 

 

Pág. 1/7