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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Seja agradecido...

Fevereiro 28, 2018

Alice Alfazema

 

Ilustração  Nancy Liang

 


Não deixe o mundo te deixar triste. Não deixe a dor te fazer perder a vontade de ser feliz. Agradeça pelas coisas boas e ruins e não tenha medo de tentar coisas novas. Lembre que, atrás de cada erro, tem uma nova lição para se aprender. 

 

 

 

 

Alice Alfazema

 

Uma boa constipação

Fevereiro 27, 2018

Alice Alfazema

 

Ilustração Henrietta Harris

 

 

 

Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer

 

 

 

António Lobo Antunes - Sátira aos HOMENS quando estão com gripe
in Letrinhas de Cantigas (canções) 2002

 

 

 

Alice Alfazema

 

Rosa choque

Fevereiro 25, 2018

Alice Alfazema

 

Ilustração Gérard Schlosser

 

 

 

Tu estás em mim como eu estive no berço
como a árvore sob a sua crosta
como o navio no fundo do mar

 

 

                                                       Mário Cesariny

 

 

 

Alice Alfazema

Conversas da escola - A diferença

Fevereiro 23, 2018

Alice Alfazema

São nove da manhã, do dia vinte e três de Fevereiro de dois mil e dezoito, está um dia de inverno luminoso e bastante fresquinho. Muita gente ainda tem sono, alguns funcionários arrastaram-se até ao seu local trabalho, ranhosos e cheios de catarro, um desses está agora atrás do balcão a tentar manter o nariz com bons níveis de entrada de oxigénio. Entretanto, dois jovens de dez anos aproximam-se do balcão:

 

- Cheira bem aqui, parece quando estamos de férias e vamos tomar o pequeno-almoço a qualquer lado.

- Pois é.

 

 

Alice Alfazema

 

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