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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Conversas da escola - Pão em estado gasoso, líquido e sólido

02.11.17, Alice Alfazema

- Ai, Dona Alicinha, não quero mais desse pão de cereais, faz-me gases.

 

Alguns dias depois...

- Dona Alicinha, esse pão de sementes está cada dia mais horroroso.

 

Alguns dias depois, uma outra pessoa:

- Este pão de cereais que vocês têm aqui é muito bom, a massa é gostosa, é mesmo bom!

 

 

 

Alice Alfazema

Um detalhe importante

01.11.17, Alice Alfazema

 

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Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida e isso é um erro. Ao contrário, existem muitos outros tipos de morte, e se faz necessário morrer todo dia um pouco. Caso isso não aconteça, ficamos estacionados, parados num ponto, enquanto o restante do universo continua caminhando, mesmo que lentamente.

A morte é ainda mais do que uma passagem, é a indicação de transformação.
 

 



Se a semente não morrer, para dar lugar a árvore, os frutos e as flores não existiriam. 

E o que é mais importante, e que mostra o real sentido da criação? A semente, ou os frutos advindos dela?
Para que um embrião inicie sua jornada, é necessária a morte do espermatozóide e do óvulo fecundado por ele. Caso eles não morressem, o embrião não teria a possibilidade de ser gerado.
 

 

 



Para que as borboletas surjam, é necessário que a lagarta se enclausure e morra, no sentido da transformação.

A morte simboliza o ponto inicial de algo que surge, como se fosse um portal que liga o passado ao futuro. E o que está entre o passado e o futuro é o nosso presente. 

Assim, nesse sentido, a morte é um presente. Não é fantástico?
 

 



Quando ainda bebés, morremos para o embrião dependente, que morre para a criança inocente, que morre para o confuso adolescente, que morre para o jovem adulto, que certamente morre para que o adulto, o veterano e o ancião reapareçam.

E o ancião, no fantástico jogo da vida, dá seu lugar ao novo, partindo em direcção às estrelas, deixando de vez o seu veículo estacionado aqui nesse planeta.
 

 



Pensando assim, devemos deixar morrer o inseguro, o ciumento, o ignorante, para que nasça um novo homem, que sabe compartilhar, de forma inteligente, seus sentimentos mais puros e subtis.

Seu relacionamento não anda bem? 

Dê chance para que um novo surja, mesmo que seja com as mesmas pilastras, mas de uma forma mais interessante.

Para que insistir no comodismo? 

Mate-o, e seja feliz!
 

 



Se tivermos medo das mortes em nossa vida, corremos o risco de ficar no passado, já sabido e vivido, abrindo mão de um futuro que nos aguarda, ansioso, próspero, e cheio de caminhos a percorrer. E com um detalhe importante: novos caminhos, novos desafios e novas oportunidades!

É necessário, todavia, que não matemos nossas virtudes de crianças (inocência, sorriso nos lábios, criatividade e energia), mas como adultos, devemos matar os vícios da infantilidade (ou melhor dizendo, imaturidades).
 

 



É aí que está a grande sacada: devemos aproveitar aquilo que cada fase nos oferece de bom, para que sejamos completamente felizes e actualizados, descartando os lixos que já não nos servem mais, as muletas e as desculpas.

Então, o que você está esperando para matar o antigo, em si mesmo, ainda hoje, para que nasça o ser que você tanto deseja ser? 

Pense nisso, e morra... E se transforme.

Mas, não esqueça de nascer melhor ainda...


 
 
 
 
Fernando Golfar
 
 
 

 

 

 
 
 
 
Alice Alfazema

Conversas da escola - O mistério dos óculos

01.11.17, Alice Alfazema

Individuo com dez anos de idade:

 

- Um rapaz tirou-me os óculos e eles desapareceram...blá...blá...blá...ele tinha cabelo castanho...blá...blá...blá...

 

 

Depois de uma manhã inteira à procura dos óculos...algumas pessoas envolvidas no assunto...eis que a inspectora judicial cá da escola descobriu que o dono dos óculos, tinha ele próprio deitado os óculos para um sítio "ermo". Portanto meus amigos...as criancinhas até podem ter um ar angelical e serem fofinhos, e a voz fininha, e saberem descrever cenários que parecem verdadeiros, mas por vezes, e são muitas, inventam. Sendo assim: investiguem sempre antes de acusar alguém. 

 

 

 

Alice Alfazema

Conversas da escola - Reunião proveitosa

01.11.17, Alice Alfazema

- Os pais na reunião falaram sobre o horário do bar, querem que o bar abra às oito, porque não têm tempo de dar o pequeno-almoço aos miúdos.

-  E sobre o número de funcionários não falaram? Não perguntaram quantos somos? Blá, blá, blá...

-  Não...falaram também que o edifício está velho...blá, blá, blá...

 

 

 

 

Alice Alfazema

Conversas da escola - Vómito

01.11.17, Alice Alfazema

- Cá estou eu para vir beber aquele chá milagroso que vocês têm.

- Então, o que aconteceu?

- Vomitei, desta vez vomitei a sério, vomitei o corredor todo.

 

 

Querida colega que limpou o vómito pelo corredor todo, esta é mais uma das suas competências na área dos cuidados não médicos dispensados a crianças e a jovens. Não se esqueça de a mencionar na sua ficha de auto-avaliação. 

 

 

Alice Alfazema

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