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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O retorno, a água é vida...

26.11.17, Alice Alfazema

 

Ilustração John Shelley

 

 

 

Era uma vez uma gotinha de água que vivia no mar sem fim.

Juntamente com as suas irmãzinhas formavam o Mar.

Um dia, a menina Gotinha de Água estava a dormir, a sonhar,…

Então o Sol beijou-a e logo ela subiu no ar.

No céu, olhou à sua volta e viu milhões de gotinhas como ela boiarem no ar.

Vieram os ventos e começaram a empurrar aquelas nuvens e a gotinha viajou por muitas terras…

 

 

 

Texto de Papiniano Carlos (1918-2002), A menina Gotinha de Água, um livro editado nos anos 60 e que merece ser lido em qualquer idade. 

 

 

 

 

Alice Alfazema

 

Não se lapida um mulher apenas com pedras

25.11.17, Alice Alfazema

Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres

25.11.17, Alice Alfazema

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Hoje é dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Portugal é um país onde a violência doméstica abunda, desde o inicio do ano já morreram inúmeras mulheres vítimas desse flagelo. Hoje as capas dos jornais nada referiram sobre esse assunto, as capas dos jornais são como os panfletos de publicidade que tenho na minha caixa do correio, vendem produtos e fazem promoções de restos de coleção.

 

 

 

Alice Alfazema

 

Quem é que te fez o ninho que tens na cabeça?

25.11.17, Alice Alfazema

 

Ilustração Mark Ryden

 

 

E se a tua cabeça fosse um ninho, quem é que te fez o ninho que tens na cabeça? O teu ninho é pesado ou levezinho? É feito com cuidado e resistente? Ou cai ao menor ventinho que lhe passe por cima? Quais são as plantas que se entrelaçam no teu ninho, têm espinhos ou são suaves? As folhas foram cuidadosamente escolhidas ou apanhadas à pressa? Não sabes o que carregas? Será um ninho de vespas? Será um de cucos? Os teus pensamentos seguram o ninho ou o ninho é que alimenta os teus pensamentos? A cada dia que passa esse ninho fica mais bonito ou está a ficar um pesadelo? E se vier uma rabanada de vento e o levar, ficas triste ou alegre? Constróis tu outro ninho ou deixas que outros o construam? Cada raminho que alguém coloca aí representa um pedacinho daquilo que passaste? O teu ninho já é velho? Cheira mal? Está limpo? Tem muito espaço? É aconchegante? Tem parasitas? Tem borboletas? Tem formigas? Tem larvas? Tem ovos? O que poderá nascer desses ovos? Tu é que sabes, afinal és tu que o carregas.

 

 

 

Alice Alfazema