Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

1, 2, 3, 4

21.11.16, Alice Alfazema

 

 

 

 

 

Fomos fotografar os líquenes e apanhámos este magnifico exemplar.

 

ginjas1.jpg

 

 

Observem a postura das patas dianteiras e o olhar de "sai da frente".

 

ginjas2.jpg

 

 

As orelhas em sentido.

 

ginjas3.jpg

 

 

Peito largo e cintura fina, um grande vozeirão.

 

ginjas4.jpg

 

 

Bom dia! E saiam da frente. 

 

 

Alice Alfazema

 

 

 

 

 

Um baloiço no quintal

18.11.16, Alice Alfazema

 

Ilustração Sergey Smirnov

 

 

Fico feliz que este blogue não seja uma página publicitária. Ele é para mim uma janela para colocar palavras, que podem ser em forma de poemas, imagens, contos, coisas que gosto, coisas que quero recordar. Quero estar à janela o tempo que me apetecer, deixar entrar o vento, o sol, a chuva, a noite e o dia. Já passaram mais de seis anos, não sei quantos mais hão-de passar. Muitas luas virão, mudarei os cortinados, lavarei a cara, servirei café. Os que vêm querem vir, outras pessoas irão assomar-se ao parapeito e o tempo será um baloiço no quintal.

 

Obrigada por estarem desse lado da janela. 

 

 

 

Alice Alfazema

Em tom lilás

17.11.16, Alice Alfazema

 

Estas pinturas são magníficas, penso que a autora dos quadros seja Tatiana Black da Bielorrússia, as imagens foram retiradas daqui

  

 

Se às vezes digo que as flores sorriem
E se eu disser que os rios cantam,
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores
E cantos no correr dos rios...

 

 


É porque assim faço mais sentir aos homens falsos
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.
Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes
À sua estupidez de sentidos...

 

 


Não concordo comigo mas absolvo-me,
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,
Porque há homens que não percebem a sua linguagem,
Por ela não ser linguagem nenhuma.

 

 

Alberto Caeiro, in O Guardador de Rebanhos

 

 

 

 

Alice Alfazema

 

Conversas da escola - O buraco

17.11.16, Alice Alfazema

Dois irmãos, ele tem dez anos, ela tem onze.

- Ele está a dizer que me tira a mochila se eu não lhe pagar nada.

- Tiro, mas não a ponho naquele buraco destruidor de mochilas. 

Pergunto eu:

- Há um buraco destruidor de mochilas na escola?

- Sim, quando as pessoas caem lá, ficam com as mochilas todas destruídas.

 

 

Alice Alfazema