
Pintura RozArt.
Por vezes ficamos suspensos entre o céu e o chão, sem saber qual fica mais perto do nosso querer. Entre um e outro fica o silêncio da decisão.
Alice Alfazema
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Pintura RozArt.
Por vezes ficamos suspensos entre o céu e o chão, sem saber qual fica mais perto do nosso querer. Entre um e outro fica o silêncio da decisão.
Alice Alfazema

Ilustração Gosia Herba
Alice Alfazema

Ilustração Mike Worrall
Durante anos guardei um caco de vidro. Amei-o como a um diamante.
Alice Alfazema

As nuvens escuras vieram lembrar-me de como é bom ouvir a chuva e de andar debaixo dela, gostaria de ter um destes para poder ver as bagas a desfazerem-se bem pertinho do meu nariz.
Alice Alfazema

Ilustração Ikumi Nakada
Alice Alfazema
Quando o Maurice me falou do charro que a avó Rose lhe tinha dado, foi sem sarcasmo ou desdém. Relatou simplesmente o episódio. Para ele, tinha sido uma verdadeira prenda, um genuíno ato de bondade. Significava que alguém pensara nele, e isso era melhor do que a alternativa: ser esquecido, ignorado, invisível. Não fazia ideia de que pudesse ser errado darem-lhe uma droga ilegal. Não conhecia qualquer espécie de vida sem drogas.
Laura Schroff, Alex Tresniowski, in O fio do destino.
Alice Alfazema

Vou ver o que diz o espelho.
Alice Alfazema

Pintura Leonid Afremov
¡Nunca habrá quien no ha tenido
noches llenas de tristeza!
La vida es algo traviesa
suele a veces, endosar
el tener que apechugar
con cosas que uno no sueña
pero ella se hace dueña
de su sentir y pesar
y lo obliga a masticar
amarguras a granel...
Va cobrado su arancel
¡y al final, te hace sonar!
Pascual Contursi
Alice Alfazema
Vivia aquele freixo no alto do monte,
Verde e robusto; apenas o tocava
O brando vento, apenas o deixava
De abraçar pelos pés aquela fonte.
Tão soberbo, depois levanta a fronte,
Como pavão, do bosque donde estava,
Invejoso de ver que o mar cortava
Um pinho que nasceu dele defronte.
Ora saiu da terra e foi navio,
Lutou c´o mar, lutou c´o vento em guerra:
Quedas viu ser o que esperava abraços...
Ei-lo que chora em vão seu desvario.
De longe a vê, chegar deseja à terra:
Não lh´o consente o mar, nem em pedaços!
D. Francisco Manuel Melo, As segundas Três Musas
Alice Alfazema