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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

É tudo

06.02.15, Alice Alfazema

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Vejo o rio, manso e azul, corre para oceano, talvez para se sentir liberto das margens, para mergulhar numa outra dimensão. Na barra dá por si mais salgado. Ao longe o bote e o homem que segura o leme. As ondas lisas libertam pequenos pedaços de espuma. O motor ronrona. Calmaria.

 

Alice Alfazema

Mudança

04.02.15, Alice Alfazema

Ilustração Emma Ersek

 

Trazes os brincos compridos,

Aqueles brincos que são

Como as saudades que temos

A pender do coração.

 

Fernando Pessoa

 

Coloquei os brincos e vi reflectida no espelho a minha imagem, como pode um pequeno pormenor mudar tanta coisa? Julgamos muitas vezes que as mudanças são feitas de grandes coisas, quando afinal basta um pequeno momento no tempo para mudarmos tudo.

 

Alice Alfazema

 

Hoje

01.02.15, Alice Alfazema

condição.JPG

Hoje começa Fevereiro, um mês pequenino, mas grande foi a minha surpresa ao ver isto, fiquei feliz, gostei das palavras, souberam-me bem, tal como quando tenho sede e bebo água. 

 

Deixo aqui um poema de um dos poetas da minha terra, Sebastião da Gama. Obrigada, Helena, pelas palavras bonitas que me deixou. Obrigada, também, a todos os que me deixam as suas palavras bonitas por aqui. 

 

Constrói ao menos

qualquer coisa efémera.

Pois mais não podes ser,

sê ao menos efémero.

 

Grava os passos na areia,

desenha sobre a estrada

teu vulto.

É melhor do que nada.

 

A desfazer-te o rastro

virá o Mar, é certo.

Virá, é certo, a Noite

beber a tua sombra.

 

Efémero? Serás...

Mas presente

no Mar, eternamente

na Noite, para sempre.

 

Sebastião da Gama

 

Alice Alfazema

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