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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Pés

03.07.14, Alice Alfazema

 Ilustração Alberto Ruggieri

 

Existem passos difíceis de dar, outros demasiado fáceis, outros que são impossíveis. Alguns dependem da vontade, outros das circunstâncias, outros das oportunidades. Caminhar a passos largos exige equilíbrio e destreza. Caminhar curvado demonstra que o caminho nem sempre é fácil. O caminho e os pés coabitam nas mesmas emoções.

 

Alice Alfazema

 

A porta mágica

01.07.14, Alice Alfazema

 

 

Coisas que estou a ler que sublinhei a lápis para poder encontrar um dia mais tarde...

 

Para nos integramos no nosso Self cosmológico precisamos primeiro de transformar a nossa própria noção do tempo, sentir o "tempo glacial" a passar pelas nossas vidas, a energia das estrelas a fluir nas nossas veias, perceber os rios dos nossos pensamentos a desaguar num fluxo contínuo nos oceanos ilimitados da matéria viva multiforme. Em termos objectivos e pessoais, viver no tempo glacial significa estabelecer parâmetros das nossas vidas a partir da vida de nossos filhos, e dos filhos dos filhos de nossos filhos. Portanto, administrarmos as nossas vidas e as instituições em função deles e de nós próprios, não é um culto à Nova Era, mas sim uma velha e conhecida forma de tratar dos nossos descendentes, feitos da nossa própria carne e sangue.

 

 

in, O Poder da Identidade, Manuel Castells, 2007:221

 

Alice Alfazema

Donos de nós

01.07.14, Alice Alfazema

 

 

" Não somos todos cidadãos do mesmo mundo, porque este não é uma unidade institucional e política que defina os direitos e os deveres de cada um. Em troca, todos temos direitos culturais, que provêm fundamentalmente da nossa relação connosco  mesmos e com os outros. Houve um tempo em que vivemos numa situação histórica na qual era a sociedade, com as suas instituições, as suas normas, os seus modos de dominação e de vigilância, que fazia nascer os actores - os quais se definiam então como sociais. No curso das últimas décadas sentimos cada vez mais intensamente que oscilávamos na situação inversa, na qual é a criação de nós mesmos que determina a nossa capacidade de resistir às forças de morte e de as vencer, enquanto o espaço social é reduzido a um lugar de encontros, de conflitos ou de tréguas entre forças opostas mas igualmente estranhas  à vida social: de um lado as que resultam do mercado, da guerra e da destruição de todos os elementos da vida, e, do outro as que apelam não à ordem social ou ao impulso do desejo, mas à afirmação de si e de nós como sujeitos da nossa existência e como autores da nossa liberdade. "

 

Alain Touraine

 

Alice Alfazema

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