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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Vestimentas de Natal

27
Nov13



Ilustração Fernando Vicente



Provisoriamente não cantaremos o amor,

que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,


o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.




Carlos Drummond de Andrade




Alice Alfazema

 

Uma pergunta por dia: O funcionário tem os sentimentos todos regulados por decreto-lei, despacho normativo e portaria?

27
Nov13

 

 

Pergunta retirada do blogue Novo Mundo de Isabela Figueiredo. Por vezes procuramos encontrar palavras para descrever aquilo que andamos a sentir, mas às vezes é nas palavras dos outros que as encontramos. 

 

 

Uma pergunta por dia até ao final do ano, quem quiser responder esteja à vontade.

 

 

Alice Alfazema

Uma pergunta por dia: Somos um país onde abundam as aparências?

26
Nov13

 

 

É esta maravilhosa herança cultural que não nos deixa progredir, que nos põe pasmados a olhar os outros, como se de outra coisa se tratasse.

 

Porque subiram os policias as escadarias do Parlamento?

 

Ontem segurei uma das barreiras e quando caiu gritei ao levantá-la." SOMOS POLÍCIAS NÃO ARRUACEIROS", um colega chegou cara a cara e gritou-me " JÁ TENHO FOME EM CASA PÁ".Não queria novamente os secos e molhados. Gritei e apitei com a mesma força com que tenho servido o meu povo nestes trinta e dois anos e então também eu subi as escadarias do meu e do teu parlamento, porque somos todos um único povo.

 

António Correia

 

 

Uma pergunta por dia até ao final do ano, quem quiser responder esteja à vontade.

 

 

Alice Alfazema