Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O que ficou de 2012

27.12.12, Alice Alfazema



De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre a começar,
A  certeza de que é preciso continuar, 
A  certeza de que seremos interrompidos antes de terminar... 
Portanto, devemos: fazer da interrupção um caminho novo, da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro...

 

 


Fernando Sabino


 Sobre o autor





 Alice Alfazema

   

Sem lamentos nem ais

26.12.12, Alice Alfazema

 

Os engenheiros vieram, mediram, olharam...
Havia árvores velhas...
Mandaram deitar abaixo
e os homens deitaram.

Sem lamentos, sem ais
as árvores caíram...
Mas os engenheiros não puseram mais;
em seu lugar apenas
três cardos enfezados refloriram.

E os cardos vis são gritos de revolta
das sombras errantes pelo Ar;
das sombras que tinham por abrigo
aqueles freixos antigos
que o machado foi matar.

As sombras gritam, mas os engenheiros 
não põem freixos novos no lugar.

 


Sebastião da Gama



Alice Alfazema