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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Uma pergunta por dia: Para onde vamos?

31.12.12 | Alice Alfazema

 

Aguarela de Lucía Cobo

 

 

Vamos para 2013.

 

Quero-vos desejar, a todos os que passam por aqui, aos que me fazem companhia durante o ano, aos que comentam, aos que  não comentam - um ano cheio de tudo aquilo que vos faz falta. 

 

Esta é a última pergunta do ano, e como vi por aí, a pergunta é apenas uma perspectiva, enquanto a resposta é a perspectiva de muitos...

 

Saboreiem este novo ano de uma forma diferente, olhem o outro não pelo pacote, mas pelo conteúdo, vão ter surpresas.  

 

 

Feliz 2013!{#emotions_dlg.sol}

 

 

 

Uma pergunta por dia até ao final do ano, quem quiser responder esteja à vontade.




Alice Alfazema

 

 

E se a vida fosse um novelo de lã?

29.12.12 | Alice Alfazema

 

 

Se a vida fosse um novelo de lã, desenrolar-se-ia ou enrolar-se-ia? Crescemos no fio ou crescemos pelo fio? Comparativamente ficamos com o tecido ou com a camisola. Ao olhar para aquilo que ficou pensamos nada saber, no entanto quando é necessário sabemos tirar proveito daquilo que foi feito, seja ele o tecido ou a camisola.

 

Vejo o Alta Definição, um programa do Daniel Oliveira, e os olhos daquelas pessoas dizem que o melhor da vida são as pessoas, os momentos que retiramos dessas emoções. Não choram por bens materiais, mas por aqueles que lhes são mais queridos.

 

Se a vida fosse um novelo de lã, poderíamos fazer e refazer aquilo que quiséssemos, mas como isso não acontece, a nós apenas nos é permitido percorrer caminhos que escolhemos.

 

 

Alice Alfazema 

 

 

O que ficou de 2012

27.12.12 | Alice Alfazema



De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre a começar,
A  certeza de que é preciso continuar, 
A  certeza de que seremos interrompidos antes de terminar... 
Portanto, devemos: fazer da interrupção um caminho novo, da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro...

 

 


Fernando Sabino


 Sobre o autor





 Alice Alfazema

   

Sem lamentos nem ais

26.12.12 | Alice Alfazema

 

Os engenheiros vieram, mediram, olharam...
Havia árvores velhas...
Mandaram deitar abaixo
e os homens deitaram.

Sem lamentos, sem ais
as árvores caíram...
Mas os engenheiros não puseram mais;
em seu lugar apenas
três cardos enfezados refloriram.

E os cardos vis são gritos de revolta
das sombras errantes pelo Ar;
das sombras que tinham por abrigo
aqueles freixos antigos
que o machado foi matar.

As sombras gritam, mas os engenheiros 
não põem freixos novos no lugar.

 


Sebastião da Gama



Alice Alfazema

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