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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Restos de praia

31.08.12 | Alice Alfazema

 

O sonho é ver as formas invisíveis 
Da distância imprecisa, e, com sensíveis 
Movimentos da esp'rança e da vontade, 
Buscar na linha fria do horizonte 
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte - 
Os beijos merecidos da Verdade. 

 

 

Outros haverão de ter 
O que houvermos de perder. 
Outros poderão achar 
O que, no nosso encontrar, 
Foi achado, ou não achado, 
Segundo o destino dado.

 

 

Valeu a pena? Tudo vale a pena 
Se a alma não é pequena. 
Quem quer passar além do Bojador 
Tem que passar além da dor. 
Deus ao mar o perigo e o abismo deu, 
Mas nele é que espelhou o céu

 

 

 Pedaços de poemas de: Fernando Pessoa


 


Alice Alfazema

 

Recordações

29.08.12 | Alice Alfazema



A peregrinação de um pensamento,
que dos males fez hábito e costume,
tanto da triste vida me consume,
quanto crece na causa do tormento.

 

Leva a dor de vencida ao sofrimento;
mas a alma está, de entregue, tão sem lume
que, elevada no bem que haver presume,
não faz caso do mal que está de assento.

 

De longe receei, se me valera,
o perigo que tanto à porta vejo,
quando não acho em mi cousa segura

  

Mas já conheço (oh, nunca o conhecera!)
que entendimentos presos do desejo
não têm remédio, mais que o da ventura.

 

 

Luís Vaz de Camões 

 

 

Alice Alfazema
 

Palmela - 49 anos

29.08.12 | Alice Alfazema

 

 

"O vinho é uma das substâncias mais civilizadas do mundo. Uma das coisas materiais que foram levadas ao mais alto grau de perfeição e que oferece a maior variedade de prazeres e de satisfações que qualquer outra que se possa comprar com intenções puramente sensoriais."


 Ernest Hemingway

 

 

 

Alice Alfazema

Ups

28.08.12 | Alice Alfazema

 


A quinta avaliação da troika a Portugal:


“Pode não ser mais austeridade e, por exemplo mais dinheiro. Mais dinheiro pode ser, de uma forma simples, permitir ao Governo que possa utilizar instrumentos para diminuir o défice do Orçamento de Estado”


“Perder tempo, não quer dizer necessariamente alongar a duração do acordo pode ser, por exemplo, maleabilizar as metas do défice. A imaginação humana, quer a portuguesa, quer a europeia é ilimitada”



Marcelo Rebelo de Sousa

 

 

 

 

Imagem daqui 

 

 

Alice Alfazema

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