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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Conversas da escola (87)

04.05.12, Alice Alfazema

- Porque é que deitaram o lanche para o balde do lixo?

- Eu não fui...

- Eu também não...

- Então fui eu! Sabem o trabalho que dá fazer o lanche? Comprar o pão e o leite? É dinheiro deitado fora. Há crianças que têm fome, e vocês estão a deitar isto para o lixo. A vossa mãe o que pensará, levantou-se mais cedo para preparar isto...

- Eu é que acordo a minha mãe.

- Então tu é que és a mãe da tua mãe?

- Tecnicamente, sim.

- ...

 

 

 

 

 

 

Alice Alfazema

Educação vale mais que ouro

04.05.12, Alice Alfazema

Pauline Musset, afirmou que "a educação é investimento e que, segundo um estudo internacional, cada dólar investido em educação representa um retorno de sete dólares. A educação rende mais do que o ouro". Sendo assim, desinvestir na educação é - deitar fora um precioso tesouro.

Educação não é simplesmente completar anos escolares. É todo um conjunto de situações que fazem de nós seres pensantes.

 

 

 

 

 

 

Alice Alfazema

Dia do trabalhador/ dia das rosas

01.05.12, Alice Alfazema

 

 

Como é lindo recordar,
Os tempos que já lá vão,
Sempre alegres e a sorrir
Ceifando o nosso pão.

Trabalho que não cansa,
Desde que seja com amor,
Começávamos ao nascer do sol,
Era até ao sol-pôr.

Os filhos vinham connosco,
Ao pé de nós brincavam,
À noite deitavam-se cedo,
E cedo se levantavam.

Cantávamos lindas cantigas,
Que vale a pena recordar,
Quase sempre ao desafio,
Nem dávamos pelo tempo passar.

O trigo que semeávamos,
No moinho era moído,
Amassado com as mãos,
No forno a lenha era cozido.

Agora ninguém semeia nada,
Não é preciso para comer pão,
Se não houver em Portugal
Vem de outra nação.

Mas vai tudo acabar mal,
O que eu digo, levem sentido,
O dinheiro vai acabando,
E vamos voltar ao tempo antigo.

 

(...)

 

 


in, As Maias entre mitos e crenças

 

 

 

Alice Alfazema

 

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