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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Globalização

05
Abr12

Nos dias da globalização anulam-se as culturas, os mitos e, as vozes. Dá-se voz ao dinheiro, aos corruptos e aos mentirosos. Vê-se na imagem, mesmo que alterada, a origem das coisas. Classificam-se emoções e desilusões. Fazem-se mapas e gráficos. Esquecem-se os deveres e os direitos. Esquece-se a Terra, as mulheres e os homens. Esquecem-se da infância. Anulam a velhice, o pai e a mãe. Produzem-se filhos. Compram-se animais de companhia, compram-se amizades. Ignoram-se sofrimentos, mortes. Compram-se materiais baratos que, custaram tanto sofrimento e, anda-se com esse sofrimento nos pés, nas mãos, por todo o corpo. E sente-se a energia negativa. Não se reflecte. Lêem-se apenas os títulos e os cabeçalhos. A tragédia é a alimentação da ignorância. É molho dos espertos. No entanto, a globalização tem tanto para oferecer, basta reflectir, olhar os outros como quem olha para si. Ver na diversidade uma vantagem para evoluirmos de forma saudável, sustentável e criativa. Sem fanatismos e ausência de emoção. Este video é um exemplo daquilo que tento dizer.

 

 
O som e a diversidade destas vozes é maravilhoso. Existe o respeito pelos sons e pelos silêncios. Lindo!
 
 
 
 
Alice Alfazema

 

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