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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Num sopro

24.04.12, Alice Alfazema

 

A dor é indizível,  o sopro que nos trás e o sopro que nos leva. Porém, os risos, os abraços, as conversas, as lembranças, viverão sempre perto, dentro do seu coração, tal como  jóias que se encontram guardadas numa caixa preciosa.

 

 

 

 

Alice Alfazema

Jovens

23.04.12, Alice Alfazema

 

 

Há sol brilhante

no horizonte

para que avances

sem medo na escuridão.

 

Nas tuas mãos jovens,

um mundo para inventar...

nos teus pés ligeiros,

caminhos para rasgar...

 

José Bilro

 

 

Quando te sentes cansado reflete e procura a origem desse cansaço. Procura na tua energia a saída para poderes seguir. Não faças da crise uma bandeira, um rol de lamurias - diz adeus ao que conheces e aventura-te na tua criatividade. Sê parte de uma sociedade civil ativa e empreendedora é aí que reside o sucesso, deixa a resignação morrer.

 

 

 

 

 

 

 

Alice Alfazema

Terra

22.04.12, Alice Alfazema

Ando por aí, vagueando sob o oceano, sob o rio ou sob a lixeira, alguns ignoram-me outros não me conhecem, gosto de ser livre e de voar, vivo na Terra.

 

 

O meu fruto já alimentou muitos animais. O pão feito com a minha farinha é castanho-escuro. As cobras e os lagartos gostam do meu tronco e a minha sombra é um regalo no calor do Verão.

 

 

Por mim passam águas mansas e águas bravias, moldam-me com o seu vai e vem, sirvo de abrigo e de barreira, uns dias sou forte, noutros desfaço-me.

 

 

Saio da terra e percorro montes e vales, muitos bebem de mim, às vezes sou grande, outras apenas um fio.

 

 

Trago alimento nos meus braços.

 

 

Cresço onde me apetece e vou para onde o vento me levar, dou colorido aos campos e alegria aos sonhos. Sou silvestre e tenho a textura da seda.

 

 

É a minha grande companheira, a minha protetora.

 

 

Muitos por cá passaram, nem todos sabem onde moram, no entanto, os que se esforçam, podem apreciar belezas que outros não conseguem alcançar, os que hão-de vir, agradecem aos que cá estão, pelo que de mim cuidaram, pelo que de mim deixaram.

Beijos, Terra.

 

 

 

 

Alice Alfazema