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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Inesperado

15.02.12, Alice Alfazema

 

 

Todos os dias, desde a nossa infância, temos certas rotinas, que definiram o nosso quotidiano, através da socialização/ aprendizagem de que fomos sendo alvo ao longo dos anos, ainda que inconscientemente, se calhar, na maioria dos casos. Mas para além disso, vivemos também, como maior ou menor frequência, momentos inesperados, quer sejam de felicidade, quer de tristeza, que assumimos à partida que fazem igualmente parte do quotidiano, não porque acontecem diariamente, mas talvez porque em alguma altura da vida fomos levados a pensar que tal poderia acontecer, ainda que não fosse essa a nossa vontade. Assim, o quotidiano constrói-se do que é mais rotineiro, mas igualmente do que pode ser considerado como inesperado.

 

Ana Melro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alice Alfazema

Amar

14.02.12, Alice Alfazema

"Ter pouco e dar do que tem,

do que venha a precisar,

tal acção é só de alguém

que na vida sabe amar."

 

 

João Liberal

 

 

 

 

 

Alice Alfazema

Portugal alimentou a Alemanha

12.02.12, Alice Alfazema

 

 Fábrica de conserva de peixe, Setúbal 1938

 

 

Há pedaços de história que não devem de ser esquecidos, rumos que foram partilhados, sofrimentos.

Esta é uma foto tirada por Américo Ribeiro, em 1938, e faz parte do seu livro "Setúbal d`outros tempos".

 

A foto retrata  a visita da organização alemã "Força pela Alegria" a uma fábrica de conservas de peixe em Setúbal. Pode-se ver as mesas em forma de cruz suástica e os retratos  de Carmona, Hitler e Salazar.

 

Para que estas conservas fossem exportadas para a Alemanha o povo português passou fome, viveu miseravelmente - sofreu. Os pescadores, seres considerados ignorantes, foram os heróis que pescaram o peixe, as suas mulheres amanhavam-no e embalavam-no para que lá longe alguém se alimentasse, com um produto de qualidade. A qualidade de vida  portuguesa era péssima, as crianças andavam descalças e passavam fome, uma sardinha dava para cinco pessoas, carne só em festas, brinquedos não havia, luxos também não.

 

 

 

 

Alice Alfazema