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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O pão de cada dia

16.10.10, Alice Alfazema

 

 

Que o pão encontre na boca
O abraço de uma canção
inventada no trabalho
Não a fome fatigada
de um suor que corre em vão

Que o pão do dia não chegue
sabendo a resto de luta
e a troféu de humilhação
Que o pão seja como flor
festivamente colhida
por quem deu ajuda ao chão

Mais do que flor, seja o fruto
nascendo límpido e simples
sempre ao alcance da mão
Da minha e da tua mão 

Thiago de Mello, Barreirinha, Brasil

Português Clarinho

16.10.10, Alice Alfazema

Aconselho vivamente!

A todos os que se dedicam e fazem discursos políticos, leis e outras coisas do género... a consultarem esta empresa: Português Claro

 

Assim todos nós, ficaríamos sem duvidas, sobre aquilo que se escreve e se fala neste país. Parece que há diversos dialectos, interpretados como bem convém e sempre escritos da maneira que dá mais jeito.

Doidos com juízo...e sem ele

16.10.10, Alice Alfazema

Os doidos...Mas não há quem tanto se pareça com eles como as pessoas com juízo! Um manicómio é uma síntese da humanidade, recanto trágico em que se acolhem todas as ilusões, todos os desvarios e todas as amarguras da vida. Os homens, ali não se conhecem, vivendo à beira uns dos outros, porque nem a si próprios se entendem na azáfama inútil a que se dão. Cruzam-se nos corredores do hospital com a mesma indiferença com que a gente cá de fora, no mundo, vê passar os que andam, como nós, a confundir suas mágoas e seus anseios na balbúrdia das ruas.

 

 

Noticia do Diário de Noticias em  17.10.1926

 

 

 

Uma noticia com 84 anos????? Parece tão familiar, afinal o mundo não mudou assim tanto...

Mar

15.10.10, Alice Alfazema
 

 

 

Canção do Mar

 

Fui bailar no meu batel
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo

Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração

Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo

Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração

Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo

 

 

 

 Frederico de Brito e Ferrer Trindade

Noticias esquecidas - Circular pela direita/DN- 01.06.1928

14.10.10, Alice Alfazema

 

DN- 01.06.1928

 

 

Não se enganem! Desde hoje toda a circulação se faz pela direita.

 

Ao dar pela meia-noite, principiaram rolando pela direita os carros e automóveis, ao longo dessas estradas provincianas. Em Lisboa, a mudança de trânsito deve-se estar fazendo agora, às cinco da manhã, quando também pela direita as nossas rotativas vão imprimindo vertiginosamente este número do Diário de Noticias. Já lá em baixo, da Avenida da Liberdade, nos diz um telefone que vêem os carros tranquilamente pela banda do Salitre e da Glória.  E os automóveis, carregando os boémios e transportados, ascendem aos Bairros Novos pela vertente da Anunciada e da rua das Pretas.

 

Quando estas linhas forem lidas já tudo gira pela direita nesta boa cidade de Lisboa.