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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Crianças...IPO

22.08.10, Alice Alfazema

Muitas vezes pensamos num Missionário como alguém que parte para longe, para evangelizar os povos...
Mas missionário é todo aquele que tem uma missão, que dedica a sua vida a algo... sem nada receber em troca... é uma pessoa que dá muito de si, do seu saber, da sua vida, do seu amor. É alguém que sabe ouvir, escutar...
Todos nós podemos ser um pouco missionários se dedicamos um pouco de nós aos outros. O meu dia mais feliz é uma tarde de voluntariado que faço uma vez por semana... e aí sinto-me uma missionária... estou ali porque escolhi dar um pouco de mim e volto sempre com a alma tão cheia de carinho, de exemplos, de histórias de vida, de mimos de mãos que o tempo calejou, que já têm dificuldade em mover-se... dos sorrisos lindos de gente idosa. Dou um pouco de mim... mas recebo tanto em troca, sem nada pedir.
Experimentem... dar um pouco de vós.

 

Sara

 

Comentário à pergunta, O que é um Missionário?,no blog Perguntas Soltas

 

 

 

 

Tim dos Xutos & Pontapés - Voar

Letra:

Eu queria ser astronauta, o meu país não deixou.
Depois quis ir jogar à bola, a minha mãe não deixou.
Tive vontade de voltar à escola, mas o doutor não deixou.
Fechei os olhos e tentei dormir, aquela dor não deixou.

Ó meu anjo da guarda, faz-me voltar a sonhar
Faz-me ser astronauta, e voar

O me quarto é o meu mundo, o ecrã e a janela.
Não choro em frente à minha mãe, eu que gosto tanto dela.
Mas esta dor não quer desaparecer, vai-me levar com ela

Ó meu anjo da guarda, faz-me voltar a sonhar
Faz-me ser astronauta, e voar

Acordar, meter os pés no chão
Levantar pegar no que tens mais à mão.

Voltar a rir. Voltar a andar.
Voltar... Voltar...

Voltarei... Voltarei...
Voltarei... Voltarei...

 

 

 

O João André tem nove anos e precisa de ajuda

 

http://medulaparaojoao.blogspot.com/

 

 

 

A língua mordida pelos dentes

21.08.10, Alice Alfazema

Era uma vez um rapaz que tinha o vício de falar mais do que devia.

- Que língua! - Suspiravam, um dia, os dentes. - Nunca está quieta!

- Que estão vocês a murmurar? - Replicou a língua com arrogância. - Vós os dentes, não sois mais do que servos unicamente encarregados de mastigar os alimentos que eu escolho. Entre nós não há nada em comum e não vos permito que se metam nos meus assuntos.

Deste modo, o rapaz continuava a dizer coisas que não vinham a propósito, enquanto a língua, feliz, conhecia todos os dias novas palavras.

Um dia, o rapaz depois de ter feito uma tolice autorizou que a língua dissesse uma grande mentira. Mas os dentes, obedecendo ao coração, morderam-na.

A língua ficou corada de sangue e o rapaz, arrependido, corou de vergonha.

Desde aquele dia que a língua se tornou cautelosa e prudente e antes de falar pensava duas vezes.

 

 

 

 

in, Fábulas, Leonardo Da Vinci

Rio de águas claras

19.08.10, Alice Alfazema

" Conta uma lenda que existia um grupo de criaturas que viviam no fundo de um rio de águas claras. Alimentavam-se de algas e plantas. Com medo de, um dia, não terem que comer, começaram , com o tempo, a agarrar-se, com toda a força, às pedras onde ainda havia algum alimento. Agarrar-se era o seu meio de vida, e todas aprendiam a agir assim desde que nasciam. Enquanto isso, o rio passava, sereno, sobre todas elas.

Um dia, no entanto, uma das criaturas decidiu deixar de se agarrar às pedras:

- Não aguento mais isto...Vou deixar que a corrente me leve e ver o que acontece.

As outras riram-se do companheiro e todas lhe chamaram louco:

- Vais morrer!

Mesmo assim, aquele habitante das águas claras soltou-se e foi imediatamemte lançado contra as pedras, o que a princípio, o deixou um pouco atordoado. Mas não tardou a aprender a desviar-se delas e, solto como estava, foi subindo em direcção à superfície, onde encontrou as mais diversas espécies de plantas e algas, com as quais saciou a fome.

Lá em baixo, as outras olharam na sua direcção e, sem o reconhecer, disseram:

-Vejam! Uma criatura que voa!

E aquele que se tinha permitido ser levado pela corrente, disse-lhes:

- O rio leva-nos para a liberdade, quando ousamos soltar-nos.

Porém, por mais que tentasse convencer as criaturas a soltarem-se também, não conseguiu, e elas continuaram agarradas às pedras. Mas a partir daquele dia, algo havia mudado, e alguns habitantes das águas claras começaram também a sonhar com o dia em que conseguiriam arriscar  e deixar a água levá-los para passearem."

 

in, O que podemos aprender com os gansos