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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Estaca...

28.03.10 | Alice Alfazema

Por hoje tudo se resume a nada, sempre em função dos outros, daqui e dali.

Há tempos li uma história, que me parece cada vez mais actual, presos a tudo, por nada. Por medo não faço, por aquilo que os outros pensam  não digo, qual estaca que prende o elefante...

"Quando era pequeno, adorava o circo e aquilo de que mais gostava era os animais. Cativava-me especialmente o elefante, durante o espectaculo, a enorme criatura dava mostras de ter um peso, tamanho e força descomunais...Mas depois da sua actuação e pouco antes de voltar para os bastidores, o elefante ficava sempre atado a uma pequena estaca cravada no solo, com uma corrente a agrilhoar-lhe uma das suas patas.

 No entanto, a estaca não passava de um minusculo pedaço de madeira enterrado uns centimetros no solo. É obvio que um animal capaz de arrancar arvores pela raiz, também o pudesse fazer à estaca.

Porque é que não foge?

O que o prende então?

 O elefante do circo não foge porque esteve atado a uma estaca desde que era muito, muito pequeno.

in Jorge Bucay