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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Dia do trabalhador/ dia das rosas

01.05.12, Alice Alfazema

 

 

Como é lindo recordar,
Os tempos que já lá vão,
Sempre alegres e a sorrir
Ceifando o nosso pão.

Trabalho que não cansa,
Desde que seja com amor,
Começávamos ao nascer do sol,
Era até ao sol-pôr.

Os filhos vinham connosco,
Ao pé de nós brincavam,
À noite deitavam-se cedo,
E cedo se levantavam.

Cantávamos lindas cantigas,
Que vale a pena recordar,
Quase sempre ao desafio,
Nem dávamos pelo tempo passar.

O trigo que semeávamos,
No moinho era moído,
Amassado com as mãos,
No forno a lenha era cozido.

Agora ninguém semeia nada,
Não é preciso para comer pão,
Se não houver em Portugal
Vem de outra nação.

Mas vai tudo acabar mal,
O que eu digo, levem sentido,
O dinheiro vai acabando,
E vamos voltar ao tempo antigo.

 

(...)

 

 


in, As Maias entre mitos e crenças

 

 

 

Alice Alfazema

 

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