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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Terra

22.04.12, Alice Alfazema

Ando por aí, vagueando sob o oceano, sob o rio ou sob a lixeira, alguns ignoram-me outros não me conhecem, gosto de ser livre e de voar, vivo na Terra.

 

 

O meu fruto já alimentou muitos animais. O pão feito com a minha farinha é castanho-escuro. As cobras e os lagartos gostam do meu tronco e a minha sombra é um regalo no calor do Verão.

 

 

Por mim passam águas mansas e águas bravias, moldam-me com o seu vai e vem, sirvo de abrigo e de barreira, uns dias sou forte, noutros desfaço-me.

 

 

Saio da terra e percorro montes e vales, muitos bebem de mim, às vezes sou grande, outras apenas um fio.

 

 

Trago alimento nos meus braços.

 

 

Cresço onde me apetece e vou para onde o vento me levar, dou colorido aos campos e alegria aos sonhos. Sou silvestre e tenho a textura da seda.

 

 

É a minha grande companheira, a minha protetora.

 

 

Muitos por cá passaram, nem todos sabem onde moram, no entanto, os que se esforçam, podem apreciar belezas que outros não conseguem alcançar, os que hão-de vir, agradecem aos que cá estão, pelo que de mim cuidaram, pelo que de mim deixaram.

Beijos, Terra.

 

 

 

 

Alice Alfazema

 

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