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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Folhas amareladas

24.08.10, Alice Alfazema

Encontrei o velho livro, com as folhas amareladas, pelo tempo, um diário do tempo que já não volta. Abri na página que estava marcada com um velho cordão de algodão, as letras bonitas e cuidadas formavam linhas suaves e despreocupadas, como se quem ali escreveu não se regulasse pelo tempo e sim pelas memórias. Havia uma pergunta sublinhada, por uma cor desbotada, ali tão bem desenhada e que me leva a pensar também, «Serei um vencedor? Perguntei ao meu pai e ele me respondeu: - Não sei filho, só tu o podes saber, posso-te dar o meu parecer, aquele que ganhei com a experiência da  minha vida. Ser um vencedor, não é chegar em primeiro lugar, ser um vencedor é não deixar de lutar, é não desistir, ganhar é alcançar um breve lugar por breves minutos no tempo do agora, vencer é nunca desistir no tempo do sempre. Aquele que se vence a si próprio não precisa de ganhar, porque é um lutador no espaço do tempo que necessitar, porque não se importa que hoje não conseguiu ganhar, e sabe que amanhã há mais oportunidades para vencer. O importante para se ser um vencedor não é ganhar é sim nunca desistir!»

Fechei o livro e lembrei-me qua para ganhar há só um lugar, mas para vencer existem enumeras possibilidades.

 

 

 

Alice A.