Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Crianças no mundo

28.03.12, Alice Alfazema

 

Crianças atrás das grades, em pesadelos de momentos ruinosos onde a sua personalidade será afectada para sempre, onde a sua infância  jamais será vivida. A hipocrisia de virar a cara para o lado e, comentar taxas de juro, subidas e descidas de mercados corruptos, revisões de leis, com mais leis e mais leis, que mais parecem teias, onde há saídas sempre à medida daquilo que se quer. Enquanto isso eles sofrem, no entanto parece que as suas vidas não valem nada, pois não tem nada para oferecer. São risos que se perdem, cores que se desbotam, sofrimentos precoces, ideais que morrem.

 

Onde mora a solidariedade?

 

Onde estão as Mães?

 

Onde estão os Pais?

 

Onde está o Amor?

 

Onde mora o optimismo?

 

Onde moram os direitos universais das crianças?

 

Uma criança é sempre um ser indefeso, o seu estado é sempre inocente, e as suas atitudes são  sempre consequencias das suas vivencias. É urgente mudar atitudes, é urgente olhar, é urgente encarar a realidade, é urgente pensar que o mundo sensível faz parte de nós e começa na infância. As desigualdades sociais são um cancro que se alastra através das reacções dos que são lideres políticos, responsáveis por instituições, empresários, adultos que fazem do mundo aquilo que se vê, que se sente, e no qual se representam.

 

É possível dormir tranquilo, quando se sabe que outros seres são destruídos todos os dias?

 

 

 

 

 

 

 

Alice Alfazema