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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A Greve dos fantoches da Globalização

24.11.11, Alice Alfazema

Se somos um país considerado lixo, pelas empresas mais conceituadas no mercado, o que seremos todos nós - o povo? Somos os fantoches nas mãos dos mercados, que agora se aproveitam de boatos e alcovitices para legalizarem aquilo que querem e como querem.

 

O que simboliza esta greve não é o facto de não querermos trabalhar é antes de mais a luta pela igualdade de oportunidades, a desilusão para com a classe politica, e para com a sua falta de imaginação.

 

Crescer implica: imaginar e dar exemplos, que exemplos foram dados?

 

Um país não é uma empresa, é antes uma sociedade que obedece a uma estrutura de emoções.  A um politico exige-se que saiba gerir emoções, dialogar com pessoas, pensar no seu bem estar e no seu progresso, pensar que condições existem e quais poderiam ser melhoradas, de uma forma mais justa e sem preconceitos de classes. Na divisão das classes está o egoísmo de uma nação, isso vê-se pela discrepância de salários praticados nas diversas classes sociais, onde se demonstra de maneira clara que existe preconceito e falta de dignidade no pensar de quem assim decide.

 

Os termos políticos(a maneira como escrevo) poderão não ser os mais correctos, no entanto, se a politica fosse menos complicada não haveria tanta burificação de trafulhices, "perdoem-me" as mentes mais intelectualizadas, mas estou verdadeiramente furiosa por ser considerada apenas mais um numero e não ser considerada uma cidadã, que faz parte da sociedade e não de uma empresa governada por mercados especulativos e interessados no afundamento de países soberanos.

 

O aumento da riqueza apenas por uma pequena percentagem de pessoas é a prova de que não evoluímos, mas sim que nos submetemos cada vez mais ao medo e aos especuladores que nos destroem a assim a nossa identidade e cultura, que nos destroem enquanto povo, família, mãe, pai, filhos...

 

Quando nascemos somos iguais, quando morremos vamos da mesma forma, portanto o que nos importa realmente é aquilo que se passa entre o nascimento e a morte, isso é que é a nossa vida,  aquela que nos pertence, e que não deve ser de forma alguma delegada aos desígnios e vontade de outros, que a seu bel prazer se julgam donos da verdade só porque disso se intitulam.

 

Deveríamos caminhar para um mundo mais justo, mas aquilo a que se chama Globalização leva-nos a ser-mos empurrados numa enxurrada de preconceitos e de injustiças sociais cada vez maiores, tudo isto porque as empresas é que mandam, os governos deixaram de ter tal poder, poder-se-ia dizer para que servem eleições se cada vez mais há uma escravatura empresarial que nos leva a vivermos como se fossemos máquinas e não seres de carne e osso.

 

 

 

 Alice Alfazema

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