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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Igreja

16.11.11, Alice Alfazema

 

 

Às vezes sinto-me assim, como uma ruína que viveu há muito tempo, que sentiu cheiros e vozes, que tem saudades de ser. De ter pertencido a um tempo mais emotivo, em que do ser social faziam parte as emoções, as partilhas, a alegria...

 

Por cada pedra ali colocada... quem as colocou? Que essência tinha? Quantos risos deu? Que lágrimas derramou?

 

Quantos segredos sabem estas pedras, que ventos já as fustigaram? Queimadas do Sol e do frio, velhas, saudosas como eu, reclamando as paredes e o telhado, reclamando por passos lá dentro, por cânticos, por vozes.

 

Estão agora vestidas de azul, com brilho de luz, mas tristes e sós, no meio de tanta gente que passou, pelo tempo que se foi, esperando cair, no entanto, majestosa ergue-se ainda para reinar sobre o tempo que lhe resta.

 

 

 

 

 

Alice Alfazema