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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Uma ideia a explorar?...

05.10.11, Alice Alfazema

Recebido por email:

Colocar os nossos idosos nas cadeias, e os delinquentes fechados nas casas dos velhos. Desta maneira, os idosos teriam todos os dias acesso a um duche, lazer, passeios. Não teriam necessidade de fazer comida, fazer compras, lavar a loiça, arrumar a casa, lavar roupa etc.. Teriam medicamentos e assistência médica regular e gratuita. Estariam permanentemente acompanhados. Teriam refeições quentes, e a horas. Não teriam que pagar renda pelo seu alojamento. Teriam direito a vigilância permanente por vídeo, pelo que receberiam assistência imediata em caso de acidente ou emergência, totalmente gratuita. As suas camas seriam mudadas duas vezes por semana, e a roupa lavada e passada com regularidade. Um guarda visitá-los-ia a cada 20 minutos e levar-lhes-ia o correio directamente em mão. Teriam um local para receberem a família ou outras visitas. Teriam acesso a uma biblioteca, sala de exercícios e terapia física/espiritual. Seriam encorajados a arranjar terapias ocupacionais adequadas, com formador instalações e equipamento gratuitos. Ser-lhes-ia fornecido gratuitamente roupa e produtos de higiene pessoal. Teriam assistência jurídica gratuita. Viveriam numa habitação privada e segura, com um pátio para convívio e exercícios. Acesso a leitura, computador, televisão, rádio e chamadas telefónicas na rede fixa. Teriam um secretariado de apoio, e ainda Psicólogos, Assistentes Sociais, Políticos, Televisões, Amnistia Internacional, etc, disponíveis para escutarem as suas queixas. O secretariado e os guardas seriam obrigados a respeitar um rigoroso código de conduta, sob pena de serem duramente penalizados. Ser-lhes-iam reconhecidos todos os direitos humanos internacionalmente convencionados e subscritos por Portugal.

 


Por outro lado, nas casas dos idosos:

 

Os delinquentes viveriam com € 200 numa pequena habitação com obras feitas há mais de 50 anos. Teriam que confeccionar a sua comida e comê-la muitas vezes fria e fora de horas. Teriam que tratar da sua roupa. Viveriam sós e sem vigilância. Esquecer-se-iam de comer e de tomar os medicamentos e não teriam ninguém que os ajudasse. De vez em quando seriam vigarizados, assaltados ou até violados. Se morressem, poderiam ficar anos, até alguém os encontrar. As instituições e os políticos não lhes ligariam qualquer importância. Morreriam após anos à espera de uma consulta médica ou de uma operação cirúrgica. Não teriam ninguém a quem se queixar. Tomariam um banho de 15 em 15 dias, sujeitando-se a não haver água quente ou a caírem na banheira velha. Passariam frio no Inverno porque a pensão de € 200 não chegaria para o aquecimento. O entretenimento diário consistiria em ver telenovelas, a Fátima, o Goucha, a Júlia Pinheiro e afins na televisão.

Digam lá se desta forma não haveria mais justiça para todos, e os contribuintes agradeceriam? 

 

 

 

 

Alice Alfazema
 

 

 

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