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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

ūüíč

08.11.19, Alice Alfazema

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Somos um monte de retalhos, cosidos ao acaso, coisas do dia, da vida, da loucura. Somos tristes acompanhados, somos alegres sozinhos. Somos o que os outros não sabem. Temos medo e audácia dentro de nós. Mas há quem saiba nas entrelinhas esconder os recantos do sonho para que ele desperte num dia de necessidade.

 

Mal nos conhecemos
Inaugur√°mos a palavra ¬ęamigo¬Ľ.

¬ęAmigo¬Ľ √© um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa m√£o!

¬ęAmigo¬Ľ (recordam-se, voc√™s a√≠,
Escrupulosos detritos?)
¬ęAmigo¬Ľ √© o contr√°rio de inimigo!

¬ęAmigo¬Ľ √© o erro corrigido,
N√£o o erro perseguido, explorado,
√Č a verdade partilhada, praticada.

¬ęAmigo¬Ľ √© a solid√£o derrotada!

¬ęAmigo¬Ľ √© uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espa√ßo √ļtil, um tempo f√©rtil,
¬ęAmigo¬Ľ vai ser, √© j√° uma grande festa!

 

 

 

Alexandre O'Neill

 

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