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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Selo

04.09.11, Alice Alfazema

 

 

Há oito dias atrás recebi este selo, diz a lenda que: deve de ser posto a circular e, para tal devemos revelar o nome da pessoa que nos deu, de seguida, devemos revelar sete factos pessoais e por último dedicá-lo a seis autores, sendo assim, vou ter que cumprir a tradição.

 

Quando o recebi, foi como voltar à infância. Quando eu andava na escola primária, tinha um dicionário com capa de pano, azul clarinho e, lá dentro estavam bonecos coloridos, outros com brilhantes, anjinhos, cãezinhos, florzinhas, enfim tudo o que acabasse em inhos. Assim, foi como pegar num desses bonequinhos de papel e ter a alegria de o admirar e de o possuir, fiquei feliz, ainda mais vindo de quem veio, uma pessoa da qual admiro a sua escrita, tão requintada de pormenores e rica em vocabulário, onde a história passa a ser um convite ao quero mais, quero saber mais, gostei. 

 

Quem mo ofereceu foi a Ivone Costa do blogue A ronda dos dias.

 

Dos sete factos pessoais que posso revelar, são apenas algumas características:

 

Gosto de rir.

Adoro Jazz.

Sou um bocadinho distraída.

Detesto passar roupa a ferro (sou mais a bruxa do lar do que a fada).

Penso que nunca é tarde para aprender.

Nunca saio de casa sem por perfume.

Faz-me sentir feliz abraçar árvores.

 

Os autores que escolhi para entregar o selo são:

 

A Júlia do blogue Entre o Tejo e o Odiana pela sua forma de revelar o Alentejo e por ter fotografias como esta:

 

 

 

O João Gonçalves do blogue Origens e por as suas palavras:

 

Todos somos luz e sombra, amor e ódio, Bem e Mal, harmonia e violência. Nas relações interpessoais exibimos a luz, o Bem, a harmonia.

Aparentemente é um jogo viciado mas na realidade não é: não existiria relacionamento social se exibíssemos as nossas sombras. Apenas com os nossos amigos íntimos e alguns familiares temos coragem para desnudarmos a nossa alma.

Aquilo que é essencial em todos nós, é a relação quantitativa em que possuímos aqueles dois elementos primordiais inscritos nos nossos genes.

 

O Jimmy do blogue O pescador Jimmy por revelar a vida dos pescadores e a sua gíria:

 

Farol das Emoções

Farol representa

Partida

Ficando o momento

Entre o vermelho e o verde

Lado direito será saudade

Esquerdo representa dentro

Este farol saudoso

Do meu interno coração

Quando saio do porto

Arrebenta meu coração

Mas que partida

Sentida

Não sei por quanto tempo

Estarei,

Sei que por lá ficarei

Vou para águas longínquas

Sim com sofrimento

Não queria ser quem sou

Mas sou com sofrimento

Só o farol sabe

Deste meu tormento

Não há saídas felizes

Mesmo quando por pouco parto 

Há entradas alegres

Quando venho de muito tempo

Saudade do meu farol

Que já não via faz tempo

Do amor já lhe sinto o sabor

Meu sonhador …

 

 

A Livreira anarquista porque é incrivelmente surpreendente.

 

A Eva do blogue Escritos de Eva pelos seus diálogos com história para pensar:

 

Já viste que solidão e solidariedade começam pelas mesmas letras?

- E depois?

- E depois, na realidade a solidão é uma faceta mental.

- Essa é boa!

- Pois é, porque ninguém está sozinho, mesmo que pareça, mesmo que não veja nem perceba ninguém.

- Lembras-te de dizer cada coisa!

- É isto que te digo – ninguém está sozinho!

- Explica como é que não está só quem não tem ninguém ao pé de si, ou quem se sente sozinho entre a multidão, como dizia o poeta?

- É o que te digo – ninguém está sozinho! Nós somos energia, tudo à nossa volta é energia, umas energias têm formas que percebemos, outras não.

- Ah! Então estamos acompanhados de energias…

- Menos ou mais sublimadas, menos ou mais benéficas, menos ou mais perceptíveis.

- Olha, vou indo, que essas tuas teorias são tuas e não minhas.

- Ledo engano, estas teorias não são nem minhas nem tuas nem de ninguém. Mas existem mesmo assim, quer as queiras ignorar ou entender.

- Já fui embora!

- Adeus! Ou seja, até logo!

 

O blogue Árvores de Portugal porque gosto imenso de árvores e pela divulgação que fazem sobre o que acontece com as nossas árvores.

 

 

 

 

 

Alice Alfazema

 

 

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