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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A vida é um ato suspenso

29.06.11, Alice Alfazema

 

  

A vida é um ato suspenso, pela morte. Morrer jovem não faz sentido porque há tanto por fazer, dizer, receber…mas, morrer velho, e sem nunca ter feito nada daquilo a que o sonho chamava é, talvez, ter morrido jovem, de uma outra perspectiva. A vida é o fio ténue que nos separa da certeza da morte, que é aquilo de que mais se tem a certeza e, que é a certeza mais desprezada.

 

A mistura do quente e do frio, do ódio e do amor, da noite e do dia, do rir e do chorar…das emoções, pois o que nos transporta nesse fio ténue são: as emoções, e são elas que movem o espaço e o tempo, esse tempo que é tão valioso…

 

A perda é o lugar inatingível, que não tem espaço nem tempo, somente a energia lembrada, de quem nos deixou, de quem perdemos, de quem queremos de volta; essa energia que paira sem corpo, num bailado de lembranças, na música dos dias que passaram, nos verões e primaveras, no perfume, na brisa que sopra…

 

É bom que as lembranças tragam sempre mais sol que lágrimas, deixar lembranças assim é talvez o melhor testamento que se pode deixar...

 

 

Alice alfazema

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