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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

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10.03.21, Alice Alfazema

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Quer seja curto ou comprido
Quer seja fino ou mais grosso
É um órgão muito querido
Por não ter espinhas nem osso
 
De incalculável valor
Ninguém tem um a mais
E desempenha no amor
Um dos papéis principais

 

 

a2.jpg

 

Quando uma dama aparece
Ei-lo a pular com fervor
Se é um rapaz, estremece
Se é velho, tem pouco vigor
 
O seu nome nao é tão feio
Pois tem sete letrinhas só
Tem um R e um A no meio
Começa em C e acaba em O

 

 

a3.jpg

 

Nunca se encontra sozinho
Vive sempre acompanhado
Por outros dois orgãozinhos
Junto de si, lado a lado
 
O nome destes porém
Não gera confusões
Tem sete letras também
Tem L e acaba em ÕES
 
Prá acabar com o embalo
E com as más impressões
Os órgãos de que eu falo…
São o coração e os pulmões.
 
 
 
Poema é de Manuel Maria de Barbosa du Bocage, as ilustrações de Fernando Vicente

 

 

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