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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

ūüíč

16.11.19, Alice Alfazema
¬† √†s vezes basta uma palavra uma flor ou apenas uma p√©tala um sorriso o voo rasante das gaivotas n√£o sentir e n√£o me importar uma colher de arroz-doce, mas com a parte da canela o cheiro a mar uma pinta na folha o frio da pedra e o quente de uma respira√ß√£o o fumegar do caf√© importar-me com o teu sentir o l√°pis de cor amarela, para pintar o sol aqueles teus fios de m√ļsica que fazem estremecer uma impress√£o, mesmo que vaga, de felicidade o ondulado negro a lembran√ßa sempre (...)

As √°rvores e as pessoas

15.11.19, Alice Alfazema
Ilustra√ß√£o¬†Alida Massari ¬† ¬† No fundo, as √°rvores n√£o s√£o muito diferentes das pessoas. Enquanto somos jovens, os pimentos ‚Äúmais vi√ßosos‚ÄĚ, aqueles que associamos √† frondosidade da beleza (os verdes), s√£o os que t√™m protagonismo. Mas o passar do tempo revela os outros, talvez menos percept√≠veis, que sempre fizeram parte de n√≥s mas que nos d√£o outras cores e outro tipo de beleza na meia-idade (o nosso Outono). ¬† Texto do blogue Estrada de Damasco (...)

M√ļsica de Outono

14.11.19, Alice Alfazema
¬† Ilustra√ß√£o¬†¬†Terry Fan ¬† Est√° um dia de temporal, daqueles dias cinzentos e barulhentos, o vento sopra em v√°rios tons, ora manso, ora furioso, de vez em quando faz pausas e deixa o sil√™ncio entrar, pianinho, pianinho. ¬† Sei de cor a m√ļsica que hoje vou ouvir, os mo√ßos v√£o gritar como gaivotas, guinchos longos e estridentes, v√£o comer desalmadamente, andar √† chuva e dizer que n√£o tiveram culpa, v√£o p√īr-se debaixo dos algerozes e aproveitar a √°gua ao m√°ximo. V√£o andar (...)

Lua cheia

13.11.19, Alice Alfazema
¬† Ilustra√ß√£o¬†¬†Jerzy GŇāuszek ¬† Enquanto a Lua estava escondida, deixei divagar meus pensamentos, n√£o fosse ela levar alguns. Caminhei devagar sobre as √°guas e pousei minha prece num barquinho de papel. Levou-o a brisa na √°gua calma e tardia. L√° do outro lado da ponte era dia.

Manh√£ dos outros

11.11.19, Alice Alfazema
¬† Ilustra√ß√£o¬†Andrej Mashkovtsev ¬† Manh√£ dos outros! √ď sol que d√°s confian√ßa ¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†S√≥ a quem j√° confia! √Č s√≥ √† dormente, e n√£o √† morta, esperan√ßa ¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†Que acorda o teu dia. ¬† A quem sonha de dia e sonha de noite, sabendo ¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†Todo o sonho v√£o, Mas sonha sempre, s√≥ para sentir-se vivendo ¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†E a ter cora√ß√£o. ¬† A esses raias sem o dia que trazes, ou somente ¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†Como algu√©m que vem Pela rua, invis√≠vel ao nosso (...)

Evidências

10.11.19, Alice Alfazema
    Ilustração Samy Briss      "Foi por causa do estrato social a que essa pessoa pertence. Das suas origens. Por não querer parecer aquilo que não é. Uma pessoa com capacidade de trabalho e com talento, impedida de progredir por não corresponder ao estereótipo de um grupo social."   Do blogue, Em linha recta.