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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O tempo não é recuperável

Dezembro 03, 2017

Alice Alfazema

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O tempo não é recuperável; e o espaço tão-pouco. Quando passamos por um lugar, esse sítio já não volta a ser o mesmo. Cada momento morre em si mesmo, desaparece o momento e o seu espaço.
 

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O fluir não deixa nada atrás. Só ficam fitas magnéticas acumuladas no nosso cérebro que, ao pôr-se em marcha, umas motivam que surjam as outras, bombardeando-nos com milhões de impressões. Numa fita estão gravadas as sensações, noutra as emoções, noutra os espaços, noutra os tempos… As memórias são como um rio parado, convertido em gelo, e, portanto, escorregadias.

 

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Há uma inquietude que me acompanha desde sempre: a luta entre o que flui e o que permanece; como nos pesa o que levamos sob o braço, e sob o coração – queiramos ou não –, no nosso projecto de futuro.
 

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Rui Herbon, no blogue Delito de Opinião.
 
 
 
 
Alice Alfazema

Sentes que a tua vida é útil?

Novembro 04, 2017

Alice Alfazema

 

Ilustração Miren Asiain Lora

 

 

Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

 

 

António Gedão

 

 

 

Rómulo de Carvalho - Ainda bem que fui útil. O primeiro desejo da minha vida foi o de ser útil em tudo o que fizesse. (…) A minha estrela polar é esse desejo inatingível da Humanidade melhorar nos sentimentos e na forma de actuar.

 

 

 

 

 

Podem ouvir aqui o poema de António Gedeão na voz de Manuel Freire.

 

 

 

Alice Alfazema

 

Um detalhe importante

Novembro 01, 2017

Alice Alfazema

 

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Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida e isso é um erro. Ao contrário, existem muitos outros tipos de morte, e se faz necessário morrer todo dia um pouco. Caso isso não aconteça, ficamos estacionados, parados num ponto, enquanto o restante do universo continua caminhando, mesmo que lentamente.

A morte é ainda mais do que uma passagem, é a indicação de transformação.
 

 



Se a semente não morrer, para dar lugar a árvore, os frutos e as flores não existiriam. 

E o que é mais importante, e que mostra o real sentido da criação? A semente, ou os frutos advindos dela?
Para que um embrião inicie sua jornada, é necessária a morte do espermatozóide e do óvulo fecundado por ele. Caso eles não morressem, o embrião não teria a possibilidade de ser gerado.
 

 

 



Para que as borboletas surjam, é necessário que a lagarta se enclausure e morra, no sentido da transformação.

A morte simboliza o ponto inicial de algo que surge, como se fosse um portal que liga o passado ao futuro. E o que está entre o passado e o futuro é o nosso presente. 

Assim, nesse sentido, a morte é um presente. Não é fantástico?
 

 



Quando ainda bebés, morremos para o embrião dependente, que morre para a criança inocente, que morre para o confuso adolescente, que morre para o jovem adulto, que certamente morre para que o adulto, o veterano e o ancião reapareçam.

E o ancião, no fantástico jogo da vida, dá seu lugar ao novo, partindo em direcção às estrelas, deixando de vez o seu veículo estacionado aqui nesse planeta.
 

 



Pensando assim, devemos deixar morrer o inseguro, o ciumento, o ignorante, para que nasça um novo homem, que sabe compartilhar, de forma inteligente, seus sentimentos mais puros e subtis.

Seu relacionamento não anda bem? 

Dê chance para que um novo surja, mesmo que seja com as mesmas pilastras, mas de uma forma mais interessante.

Para que insistir no comodismo? 

Mate-o, e seja feliz!
 

 



Se tivermos medo das mortes em nossa vida, corremos o risco de ficar no passado, já sabido e vivido, abrindo mão de um futuro que nos aguarda, ansioso, próspero, e cheio de caminhos a percorrer. E com um detalhe importante: novos caminhos, novos desafios e novas oportunidades!

É necessário, todavia, que não matemos nossas virtudes de crianças (inocência, sorriso nos lábios, criatividade e energia), mas como adultos, devemos matar os vícios da infantilidade (ou melhor dizendo, imaturidades).
 

 



É aí que está a grande sacada: devemos aproveitar aquilo que cada fase nos oferece de bom, para que sejamos completamente felizes e actualizados, descartando os lixos que já não nos servem mais, as muletas e as desculpas.

Então, o que você está esperando para matar o antigo, em si mesmo, ainda hoje, para que nasça o ser que você tanto deseja ser? 

Pense nisso, e morra... E se transforme.

Mas, não esqueça de nascer melhor ainda...


 
 
 
 
Fernando Golfar
 
 
 

 

 

 
 
 
 
Alice Alfazema

Um ar de fantasia

Setembro 28, 2017

Alice Alfazema

 Fotografia Victor Sancho

 

 

Sento-me ao lado das coisas e bordo toda noite a minha vida. Aqueles dias tecidos que tinham um ar de fantasia quando vieram brincar dentro de mim.

 

 

Sophia de Mello B. Andresen 

 

 

 

Obrigada meus amigos blogsféricos por me visitarem e favoritarem, agradeço-vos também pelos comentários que deixam aqui neste espaço e que me fazem reflectir sobre outras maneiras de pensar e de agir, levando-me nalgumas vezes a entrar noutras perspectivas de vida e ainda um grande xi  pela companhia que me fazem aí desse lado do ecran.

 

 

 

Alice Alfazema

Bom dia

Setembro 27, 2017

Alice Alfazema

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Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

 

 

 

Mário Quintana

 

 

 

 

Alice Alfazema

 

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