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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Cheiro

 

Ilustração Andrea Rivola

 

Acordei com um horrível cheiro a queimado, abri a janela e lá fora havia fumo e cheiro de árvores mortas, detesto este cheiro a morte. Por todos os jornais existem notícias dos incêndios que assolam o país. Dizem que são consequência da seca severa da qual somos vitimas. Depois há os que referem que mãos criminosas divertem-se a atear fogos. E os que falam das consequências das alterações climáticas. E os que falam sobre os números da economia que beneficia disto e os outros que referem aqueles que têm perdas com isto. E há também os que reflectem sobre o que poderíamos fazer para alterar toda esta situação. Todos os anos é assim. Muito se fala, muito se escreve, nada se faz. Detesto este cheiro a morte.

 

 

Alice Alfazema

Micro contos - Naquela casa

casa.jpg

 

 

Era uma vez uma casa, quem morava lá era muito feliz, sorriam muitas vezes durante o dia, tiravam muitas fotografias e estavam sempre atentos às noticias do momento. Todos os que moravam naquela casa tinham opinião sobre todos os assuntos, eram convictos naquilo que diziam, verdadeiros, activos nas mensagens de partilha. Havia o mundo deles e o mundo dos outros. O mundo deles era aquela casa. 

 

 

Alice Alfazema

Uma pergunta por dia: Quantos analfabetos políticos andam por aí?

 Ilustração Marsha Gray Carrington

 

Retirado daqui.

 

O pior analfabeto é o analfabeto  político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos: o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo. 

Bertold Brecht, 1898-1956
 
 
 

Uma pergunta até ao final do ano, quem quiser responder esteja à vontade.

 

Alice Alfazema

 

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No cabeçalho, pintura de Hiroe Sasaki.

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