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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

As pessoas não querem trabalhar

Fevereiro 17, 2018

Alice Alfazema

 

 

Porque eu preparei-me para não ter de viver com o salário mínimo. Os meus pais preparam-me para isso. Falo quatro ou cinco línguas estrangeiras, sou conhecedor de um conjunto de matérias. Se não trabalhasse em Portugal trabalhava em qualquer outro país.

 

Pedro Ferraz da Costa, setenta anos de idade...

 

 

Outras pessoas que hoje têm a idade dele e que também viviam em Portugal:

 

 

«À hora que vos escrevo o dia está maravilhoso, um sol benéfico espalha os seus raios acariciadores através dos encantadores campos desta risonha aldeia. Sentado ao ar livre num recanto sossegado desfruto a beleza e a graça desta tarde e contemplo um rancho numeroso de rapazes e raparigas que no mais vivo entusiasmo se dedicam à faina da colheita da azeitona. Neste momento chegou junto de mim um amigo, mas dos verdadeiros que acaba de regressar do Sabugal e que me diz: então já sabia que desta vez segue mais pessoal para França?
– Sim?!
– É verdade. Encontrei hoje no Sabugal mais de vinte Casteleirenses a tratar dos seus papéis para saírem. Dizem que ganham lá muito dinheiro…
Repliquei:- Se assim continuamos daqui a pouco não há quem cuide das terras (…) lembrei-me que esta gente se ausentaria certamente porque a agricultura não lhes compensava tantos trabalhos, que se sentiriam desiludidos com a terra e os seus produtos. Realmente a situação do trabalhador rural é pouco animadora e por isso começa a sentir desprezo à terra e ao viver da aldeia e procura ausentar-se em demanda de nova vida, de vida que lhe garanta um futuro mais seguro e cómodo.
(…)
»

 

 

Não estudaram no Colégio Alemão, mas na lama francesa.

 

 

Os pais não lhes deram oportunidade de aprender várias línguas, porque a maior preocupação era matar a fome.

 

 Fotografias Gérald Bloncourt, por uma vida melhor...

 

 

 

Alice Alfazema

 

 

 

 

 

Transumância de abelhas em Portugal

Janeiro 13, 2018

Alice Alfazema

 

Ao longo das últimas semanas, André Halak, engenheiro agrónomo e doutorado em melhoramento genético animal da Cooperativa Agrícola e Apícola das Beiras (Coopbei), tem percorrido os cerca de 500 quilómetros entre Mangualde e o Algoz, no concelho de Silves. Ali, o agricultor biológico Júlio Machado cedeu parte da sua horta e uma garagem à cooperativa nortenha para instalar colmeias, e também, uma base de operações no Algarve.

 

O plano é de emergência. «No inverno, as rainhas interrompem a postura de forma natural. São os indivíduos nascidos antes do frio que mantêm a colónia viva, até à chegada do fluxo de néctar na primavera. O problema é que o ano passado foi atípico. Muitos apicultores perderam grande parte ou a totalidade das suas colmeias nos incêndios de outubro. E também devido à ação direta ou indireta da vespa velutina. Outros enxames ficaram sem os pastos apícolas devido aos fogos e há colónias inteiras desfalcadas. Por isso, ou nós pegávamos nas sobreviventes e vínhamos temporariamente para o sul, tentar multiplicar o efetivo de abelhas, ou seria muito difícil recuperar as perdas», justifica.

 

 

Até agora, este técnico já tem 300 colmeias instaladas, entre São Teotónio e Algoz, em terrenos cedidos pelos proprietários, mas a ideia é encontrar mais disponíveis para instalar até 800 da raça Apis Melífera Ibérica. André Halak procura zonas com a maior exposição solar possível e com urzes, tomilhos, medronhos e laranjais, com ou sem uso agrícola. «Interessa-nos muito a região de Monchique porque o medronho floresce nesta altura do ano e é uma boa fonte de néctar. Além disso, há toda uma diversidade de flores silvestres na serra. A abelha começa a trabalhar acima dos 10 graus centígrados. Portanto, esta é a altura certa para começar a recuperar as nossas colónias».

 

 

O texto e fotografias foram retirados do Semanário Regional do Algarve - Barlavento, podem ler o artigo completo aqui

 

 

Alice Alfazema

 

Não se lapida um mulher apenas com pedras

Novembro 25, 2017

Alice Alfazema

Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres

Novembro 25, 2017

Alice Alfazema

violência doméstica.jpg

 

Hoje é dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Portugal é um país onde a violência doméstica abunda, desde o inicio do ano já morreram inúmeras mulheres vítimas desse flagelo. Hoje as capas dos jornais nada referiram sobre esse assunto, as capas dos jornais são como os panfletos de publicidade que tenho na minha caixa do correio, vendem produtos e fazem promoções de restos de coleção.

 

 

 

Alice Alfazema

 

Coisas do nosso tempo - Assédio moral com requintes de malvadez

Novembro 14, 2017

Alice Alfazema

- Bom dia! Fala a Ó Menina, em que posso ajudar? - diz a Ó Menina com o seu melhor sorriso na voz.

- P'ra começar pode creditar-me o valor desta chamada! Acabei de falar com uma colega sua com pronuncia de preta e que era preta de certeza porque era burra e não me soube explicar. Tive que ligar outra vez, espero que não seja tão burra como ela. 

- Peço desculpa, se existiu algum mal entendido com a chamada anterior no entanto nada terá a ver com a origem da colega. Lamento o preconceito que demonstra e que não posso admitir.

- Mas admitir o quê? A senhora não está aí para admitir nada! Queres ver que a outra era burra e esta tem a mania que é importante... A senhora está aí para ouvir o que eu tenho a dizer e não tem que admitir ou deixar de admitir! E NÃO SE ATREVA A DESLIGAR ESTA CHAMADA! Eu faço queixa de si! OUVIU? Eu faço queixa de si! não se arme em burra também! Eu arranjo a metê-la na rua!

 

 

O homenzinho continuou a chamada toda neste tom, intercalando insultos a mim e à colega que lhe tinha dado a informação que repeti. Não desliguei a chamada porque se o fizesse e ele cumprisse a ameaça de reclamar iria somar um zero ao zero que levei depois o ter feito a um cliente que me insultou três vezes e que tendo recebido a cada insulto um educado aviso de 'lamento mas se não colocar uma questão relacionada com os serviços xpto vou ter que dar a chamada como concluída' se tomou de razões porque à sua reclamação a empresa lhe enviou uma carta desculpando-se pelo meu comportamento e assegurando de que foram tomadas medidas para que a situação não se repetisse, e foram. Nesse mês teria direito a 150 euros de prémio de produtividade, foram-me retirados porque desliguei a chamada a um cliente, aquele cliente. Dois zeros são motivo para despedimento por justa causa. 

 

 

As grandes empresas esquecem-se de proteger os funcionários, colocam o lucro e a aparente satisfação dos clientes à frente da dignidade dos 'colaboradores' e se quem está numa loja ou num quiosque pode ser ajudado pelo colega do lado, por um cliente mais sensível ou em último recurso chamar a policia num call center o operador está só, completamente só e sem ter quem o defenda apesar das chamadas serem gravadas. 

 

 

Texto retirado do blogue Call para as paredes!

 

 

Alice Alfazema

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