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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Tamanho S

Outubro 20, 2017

Alice Alfazema

O meu cão, não vai à escola 
Não sabe ler, mas tem educação
Conheço pessoas analfabetas
Pessoas de baixa condição 
Que até são mais educadas
Do que aquelas que lá vão


O meu cão, vive na barraca
Como vive qualquer cão
Há pessoas a viver em barracas
Tantas, que até mete impressão
Fazem as casas para os outros 
Mas só para si…é que não

 

 

IMG_9785.JPG

 

 

O meu cão, não tem carro
Telemóvel ou televisão
Coisa que toda a gente tem 
Símbolos da nossa civilização
Todos a imitarem todos
Mesmo que em casa, falte o pão 


O meu cão, não trabalha 
Vive daquilo que lhe dão
Como muitos desempregados
Que vivem em exclusão
São novos para a reforma
Mas não arranjam patrão


O meu cão, não vota 
Em nenhuma eleição
Não acredita em promessas
Como qualquer cidadão
Gosta mais duma soneca
E faz parte, da abstenção

 

 

 

IMG_9819.JPG

 

 

O meu cão, não separa o lixo
Nem sabe o que é poluição
Também conheço pessoas
Que não fazem a separação
Deitam o lixo todo misturado
E até cospem para o chão


O meu cão, não é mentiroso
E nunca morde à traição
É um leal e fiel amigo 
Como poucos homens são
Quanto mais conheço os homens
Mais amigo sou, do meu cão

 

 

 

IMG_9787.JPG

 

 

O meu cão, não é rico 
Mas é um rico cão 
Gosta dos ricos e dos pobres 
Sem qualquer distinção
Tão diferente dos homens
Que fazem discriminação


É tanta a coincidência 
Que até faz confusão 
Haver homens a viver 
Tal e qual, o meu cão 
Responda quem souber 
Quem leva, vida de cão?

 

 

 

 

Poema de António Silva

 

 

 

 

Alice Alfazema 

Um ar de fantasia

Setembro 28, 2017

Alice Alfazema

 Fotografia Victor Sancho

 

 

Sento-me ao lado das coisas e bordo toda noite a minha vida. Aqueles dias tecidos que tinham um ar de fantasia quando vieram brincar dentro de mim.

 

 

Sophia de Mello B. Andresen 

 

 

 

Obrigada meus amigos blogsféricos por me visitarem e favoritarem, agradeço-vos também pelos comentários que deixam aqui neste espaço e que me fazem reflectir sobre outras maneiras de pensar e de agir, levando-me nalgumas vezes a entrar noutras perspectivas de vida e ainda um grande xi  pela companhia que me fazem aí desse lado do ecran.

 

 

 

Alice Alfazema

Carinhas larocas

Fevereiro 27, 2017

Alice Alfazema

 

Com tanta beleza neste mundo quem é que tem paciência para se preocupar com quem ganhou os óscares, ou de querer saber qual é o vestido mais bonito e o mais feio.  

 

 

Parece que houve uma nomeação que foi o fim da macacada.

 

 

As fotografias são de Simone Sbaraglia, e foram tiradas na Indonésia, digam lá se eles têm ou não têm umas carinhas larocas?

 

 

Alice Alfazema 

 

 

 

Envelheçamos

Novembro 29, 2016

Alice Alfazema

oliveiras velhas.JPG

 

Envelheçamos como se a seara

Que plantamos no nosso dia-a-dia

Frutificasse como jóia rara

E rebentasse em cachos de harmonia!

 

telheiro.JPG

 

 

Envelheçamos...como se o Oceano

Fosse a terra lavrada da colheita

E que, embebidos de calor humano,

Todos colhessem a porção perfeita!

 

picos.JPG

 

 

Ah! Tocar as nuvens...e nas mãos retê-las

Como flocos de paz...e mansamente,

Espalhar no universo, oferecê-las...

 

arvore.JPG

 

Com a esperança, ao mundo, de presente!

Envelheçamos...semeando estrelas

De amor, no céu da alma de toda a gente!

 

 

Luíza Frasson

 

 

Alice Alfazema

Bela adormecida

Setembro 07, 2016

Alice Alfazema

 

Fotografia de Scott Kelly ver mais aqui.

 

 

Vou deixar um poema
bater as asas e voar
se for noite é morcego
ou talvez aquela ave
audível na noite serena
da qual só o seu canto
conhecemos.

 

 

Vou deixar um poema
bater as asas e voar
se for dia é pardal
ou talvez condor
planando no céu
ao viajar daqui
até aí.

 

 

Poema de António Branco 

 

 

Alice Alfazema

 

 

 

 

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