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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Onde costumas colar a tua pastilha elástica?

Setembro 17, 2017

Alice Alfazema

«Do lentisco verdadeiro de Brotero (Pistacia lentiscus), que se cria pelos mattos e vallados das fazendas, se póde colher a almecega ou mastique que tem uso nas boticas, e na composição dos vernizes. Os habitantes da Ilha de Chio na Grécia são os que aproveitão esta rezina, fazendo no principio de Agosto incisões na cortiça do tronco do arbusto, sem tocar nos ramos novos, e por ellas vai distillando o suco nutritivo em pequenas lágrimas que amadurecendo formão os grãos de mastique, e se apanhão no mesmo arbusto, onde durão todo o mez; ou na terra quando tem cahido. (...)
Ainda que os botânicos dêm a este arbusto o nome de lentisco, com tudo no Algarve ninguem o conhece por tal, e sim pelo de aroeira, chamando-se lentisco ao Phyllirea angustifolia de Linneo, lentisco bastardo de Brotero. (...) 

 

 

 

 

Chios, a ilha no mar Egeu a menos de 10 km da costa turca (a oeste de Izmir) referida por Silva Lopes é conhecida ainda hoje não apenas por, supostamente, ter sido o berço de Homero, mas igualmente pela exportação de mastique, a resina da aroeira utilizada na confecção de inúmeros e famosos produtos gregos, turcos, egípcios, macedónios, búlgaros e demais países desta zona do globo, dando nome a uma bebida alcoólica muito apreciada, a Mastika. As «lágrimas de Chios» continuam ingrediente indispensável na gastronomia e cosmética locais, mas alguns dos produtos confeccionados com esta goma têm fama internacional, como é o caso das delícias turcas ( «Turkish Delight»).

 

 


Os venezianos e genoveses, que dominaram a ilha durante quatro séculos até esta passar em 1566 para domínio turco, foram os primeiros a comercializar o mastique. A Grécia reconquistou o domínio da ilha em 1913, quase um século depois dos terríveis massacres turcos que Eugène Delacroix, talvez o mais conhecido pintor romântico francês, imortalizou no quadro «Massacre em Chios» que pode ser apreciado no Louvre.

 

 

 

Texto retirado do blogue De Rerum Natura, é um artigo de Palmira F. da Silva, para ler o texto completo clicar aqui.

 

 

 

Alice Alfazema

Praia da Figueirinha (ao cuidado da Câmara Municipal de Setúbal)

Agosto 05, 2017

Alice Alfazema

A praia da Figueirinha fica logo ali ao lado de uma das praias mais bonitas da Europa, encontra-se aos pés da Serra da Arrábida, espreitamos para um lado e podemos ver Setúbal e Troia, do outro lado vemos a Serra e o Oceano Atlântico.

Todos os dias por ali passam muitos navios, daqueles grandes que nos fazem parecermos minúsculos, por vezes, se tivermos muita sorte podemos avistar os roazes, imensos peixes nos vêm visitar à beirinha da água. Taínhas, chopas, peixe-rei, robalos e outros tantos que não sei o nome.

 

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Nesta praia durante o Verão banham-se muitas pessoas que chegam de muito longe, há muitas crianças no areal, muita gente que vem só passear. É uma praia grande com acesso para pessoas com motricidade reduzida, tem cafezinhos de praia, o homem da bola-de-Berlim e da água de côco. Por todo o areal existem chapéus de sol de muitas cores que dão imenso colorido à praia. Quando faz vento conseguimos ver alguns a voar enquanto se ouvem gritos dos miúdos que correm atrás deles. É como se fosse um alarme para os mais distraídos. E aí é ver as pessoas a levantarem a cabeça e a esticarem o braço para agarrarem o seu guarda-sol. 

 

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Ao longo de toda a praia podemos encontrar sacos de plástico para colocarmos o nosso lixo, não é necessário andarmos muito para os encontrarmos, quando termina um dia de praia estão repletos dos mais variados objectos, desde fraldas descartáveis, a chinelos de borracha, há também embalagens de bolachas, de chocolates, de gelados, latas de refrigerantes, garrafas de água plásticas, guarda-sois esfarrapados pelo vento e pelo tempo, restos de frutas, restos de sandes, restos de bolachas, restos de restos, enfim é um mundo num só dia. É um tesouro por descobrir.

 

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Nesta praia, durante a época balnear, entram e saem por dia dezenas de pessoas, é um entra e sai de gente que mais parece o centro comercial mais in do pedaço. 

 

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Assim ao final do dia, quando o Sol se começa pôr por detrás da Serra chegam as gaivotas. E o que sabem as gaivotas sobre a praia da Figueirinha? Sabem que podem petiscar por lá. Em que restaurante? Nos muitos que por lá abundam, os sacos plásticos do lixo. Então é vê-las a debicarem o plástico até romper e a tirarem cá para fora o mundo de que vos falei ali em cima. E depois vem o vento, o tal que arranca os guarda-sois do areal, e leva para a água todo aquele lixo que conseguir, e não há quem possa pará-lo, porque a praia é agora delas e do vento. 

 

 

Na praia podemos ver uma placa da Câmara Municipal de Setúbal a alertar para não deitarmos plástico/lixo no mar, esta praia tem Bandeira Azul. Se precisarem de ideias para este problema contactem-me estou disponível e à borla para acabar com o manjar de lixo que vai todos os dias para a beira do Sado e do Atlântico, vindos dos sacos de plástico, azulinhos que se desfazem com uma simples bicada.

 

 

Alice Alfazema

Terra

Julho 20, 2017

Alice Alfazema

 

 

Lá em cima, não há discriminação de raças, não há fronteiras, nem diferentes países. Há uma equipa, uma tripulação que tem de agir em conjunto. É um exemplo de como nos devemos relacionar com as pessoas, de como toda a gente se devia relacionar neste momento.

 

 

Mikhail Kornienko, cosmonauta russo.

 

 

 

 

Podem ler o resto do artigo aqui

 

 

Alice Alfazema

 

 

 

 

 

 

 

Nas entrelinhas do progresso

Maio 23, 2013

Alice Alfazema

 

«Em 25 de maio, ativistas de todo o mundo vão-se unir na Marcha contra a Monsanto.

Por que marchamos?

  • Os estudos têm mostrado que os alimentos geneticamente modificados da Monsanto podem levar a condições graves de saúde, como o desenvolvimento de tumores cancerígenos, infertilidade e defeitos congénitos.
  • Nos Estados Unidos, a FDA, a agência encarregada de garantir a segurança alimentar para a população, é dirigida por ex-executivos da Monsanto, e nós achamos que é um questionável conflito de interesses que explica a falta de investigação conduzida pelo governo sobre os efeitos de longo prazo dos produtos GM (geneticamente modificados).
  • Recentemente, o Congresso dos EUA e o presidente aprovaram a chamada "Lei de Proteção Monsanto" (Monsanto Protection Act), que, entre outras coisas, impede os tribunais de travar a venda de sementes geneticamente modificadas da Monsanto.
  • Por tempo demais, a Monsanto tem beneficiado dos subsídios corporativos e favoritismo político. Os agricultores biológicos e pequenos agricultores sofrem perdas enquanto a Monsanto continua a forjar o seu monopólio sobre a oferta alimentar mundial, incluindo os direitos exclusivos sobre patentes de sementes e composição genética.
  • As sementes transgénicas da Monsanto são prejudiciais ao meio ambiente; por exemplo, cientistas indicaram que têm contribuído para o “Colony Collapse Disorde” entre a população mundial de abelhas do mundo ((desaparecimento das abelhas).


Quais são as soluções que defendemos?

  • Votar com a moeda, comprando produtos biológicos e boicotando as empresas propriedade da Monsanto que usam transgénicos em seus produtos.
  • A rotulagem de transgénicos para que os consumidores possa facilmente tomar essas decisões informadas.
  • A revogação das disposições relevantes da "Lei de Proteção Monsanto"
  • Apelar para a pesquisa científica sobre os efeitos na saúde dos OGM.
  • Responsabilizar os executivos da Monsanto e políticos que apoiam a Monsanto, através da comunicação direta, do jornalismo de bases, meisop de comunicação social, etc.
  • Continuar a informar o público sobre os segredos de Monsanto.
  • Ir para as ruas para mostrar ao mundo e à Monsanto que não vamos aceitar essas injustiças pacificamente.


Nós não queremos o clientelismo. Nós não queremos o veneno. É por isso que vamos na Marcha Contra a Monsanto

 

 

Retirado daqui

 

 

Portugal 


 

Alice Alfazema

Crime ambiental no Algarve

Julho 05, 2012

Alice Alfazema

 

Continuamos desesperadamente a destruir a nossa paisagem natural, como se não houvesse amanhã; como se isso fosse a unica e deradeira solução; como se fossemos a única espécie que sofre e precisa de viver. Damos tudo em troca de interesses, abdicamos da nossa paisagem natural para mais um ato de servilismo. Onde está a gente criativa deste país? As ideias são sempre as mesmas. As proezas iguais. Os interesses idênticos. Um país com uma paisagem destas com um clima destes precisa apostar naquilo que tem e não em destruir isso mesmo. 

 

A lagoa dos Salgados é exemplo disso mesmo.

 

Investimentos destes defendem interesses a curto prazo que oferecem vantagens a meia dúzia de pessoas. Precisará o Algarve de mais camas e de mais campos de golfe?

 

Parece-me um absurdo que coisas destas aconteçam e que se haja como se de nada se tratasse. Neste mundo que é de todos e nesta paisagem que deveria ser preservada para as gerações vindouras poder-se-á assistir em breve ao seu esquartejamento levando ao desaparecimento de animais e fauna com efeitos irreversíveis.

 

Compete-nos a todos nós transformar estas decisões. Partilhe esta informação e assine a petição online, em avaaz.org.

 

 

Para saber mais: Almargem, associação de defesa do património cultural e ambiental do Algarve.

 

 

 

Alice Alfazema

 

 

  

A nossa casa é este planeta - Terra

Maio 15, 2012

Alice Alfazema

 Flamingos no Tejo

 

 

O Planeta está  muito doente que fazes tu para alterar isso? 

 

Todos os dias somos levados, como se fossemos manadas em busca de água e alimento, a consumir, a ter determinada opinião, a vestir determinada cor...No entanto, a diferença é aquilo que faz de nós únicos. Nada do que te impõem faz de ti único, mas e apenas e somente - mais um. O sucesso da manipulação de massas leva a que este planeta esteja a agonizar.

 

 

"Será progresso se um canibal usar garfo e faca?"

 

Stanislaw Lec

 

 

 

 

Alice Alfazema

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