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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Perdes o entusiasmo quando sentes que te repetes na vida?

Julho 14, 2017

Alice Alfazema

 

Ilustração Egene Koo

 

 

 "mais comummente, o termo repetição evoca a similitude na reprodução da palavra ou do gesto, a esclerose do hábito, 'o mesmo no mesmo'. Ao contrário, a retomada kierkegaardiana no sentido espiritual, existencial, é um segundo começo, uma vida nova, esta nova criatura, reconciliada ('a reconciliação é a retomada sensu eminentori'); é sempre eu, o mesmo, entretanto sempre outro, a cada instante. " (VIALLANEIX, 1990, p.57)

 

 

 

Ilustração Anna Silivonchik

 

 

 

"Alguém vem à análise, o acolhemos sem preconceitos, sem pressupostos, sem saber, sem memória, o acolhemos no início do seu caminho de fala connosco. No entanto, ele veio porque tropeçou no seu caminho, porque há para ele um osso, uma pedra no seu caminho. Nós o convidamos a falar, e o que nos orienta em nossa escuta é que há, no caminho da sua fala, um osso. Antecipamos — talvez seja a única antecipação a que possamos nos permitir — que sua fala vai girar em torno desse osso, em espiral, circunscrevendo cada vez mais perto, até, se posso dizer, esculpir o osso. " (MILLER, 1998, p.39)

 

 

 

Alice Alfazema

Uma pergunta por dia: A nova publicidade é mais enganosa?

Junho 11, 2015

Alice Alfazema

Quando falo em nova publicidade refiro-me a meras pessoas singulares que promovem aquilo que vêm, que sentem, que querem, no entretanto todos os dias têm gostos diferentes. Esta é uma nova praga social. Enquanto as empresas se promovem revelando os seus produtos, esta nova publicidade vai buscar à confiança e às emoções outros sentidos. Não como um produto em si, mas antes um produto que vem de si.

 

Uma pergunta até ao final do ano, quem quiser responder esteja à vontade.

 

Alice Alfazema

Dia do trabalhador

Maio 01, 2015

Alice Alfazema

rodopio.jpg

 

Hoje dia do trabalhador encontrei estas excelentes palavras escritas por Luís Naves, no Delito de Opinião, 

As pessoas vivem vidas confortáveis no constante receio de brotar do caos um elemento que possa virar o barco onde viajam sentadas. Devemos defender as nossas cidades e erguer muralhas bem fortes. Teoricamente, temos  pena dos pobres, até enfrentarmos um verdadeiro pobre. A miséria não é para sentir ou cheirar, é para admirar à distância, como quem observa a diversidade no jardim zoológico, lugar de exibição que apenas serve para confirmar a superioridade da nossa própria espécie. Assim, o que vemos na televisão sobre deserdados funciona como os documentários da National Geographic, a cores, em alta definição, suficientemente exótico e distante para nos interessar. Não gostamos da realidade, apenas da irrealidade. Os bárbaros são os diferentes; nós somos os indiferentes. Amontoamos belas palavras sobre a dor das vítimas, a inépcia dos desadaptados, mas queremos os nossos direitos e ficamos espantados quando os miseráveis não se levantam da sua miséria.

Assisti ontem a uma cena interessante, mas sem moral ou sentido do qual se possa tirar uma conclusão: um homem de aspecto miserável, pedinte mal-cheiroso, estendia a mão ao fundo das escadas da boca do metro, abrigado da chuva miudinha. A funcionária do metropolitano veio imediatamente e mandou-o sair dali. Que fosse estender a mão à chuva. Na véspera, aquela mesma funcionária estivera em greve, a defender os seus direitos.

 

Alice Alfazema

 

Um sorriso ao contrário

Março 30, 2015

Alice Alfazema

Imagem Osman Sagirli

 

Esta criança síria confundiu a máquina fotográfica com uma arma e rendeu-se. Provavelmente terá uns meros três anos, mas uma realidade violenta que lhe entra todos os dias pela mente. Nada de creminhos e fotos fofinhas, nem os problemas com os choros infernais de noite devem preocupar os seus pais. Apenas as balas não são fofinhas, nem levam a risinhos e roupinhas de marca. Nada de problemas de hiperactividade, há muito mais com que se preocupar. Um sorriso ao contrário, uns olhos cheios de medo, o sujo das roupas, a paisagem da guerra, o sibilar das balas. Nada de depressões alucinantes, nem desvarios de medos de aranhas, ou problemas com a alergia dos fenos. Apenas o dia-a-dia. Amanhã talvez.

 

Alice Alfazema

 

Bom dia! E Deus criou o milho...

Janeiro 14, 2015

Alice Alfazema

E vieram as galinhas e paparam-no todo, claro que alguns cocorocós machos também o fizeram, o problema do milho é que não sabemos quando ele é transgénico ou não.

 

Respondendo ao desafio da Gaffe este blog vai passar a ter uns apontamentos de testosterona, como isto ainda está de inicio e nem sei quem é o rapaz, fica aqui este - Bom dia, com um bocadinho de cor à mistura, se é transgénico ou não também não sei. No entanto parece-me que as calças têm um bom corte.

 

Alice Alfazema

 

 

 

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