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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Micro contos - O abraço

Novembro 01, 2015

Alice Alfazema

 

 

Imagem  Marta Orlowska

 

 

Começou a descer a colina, sentia os pés molhados da chuva que caía intensamente. Tinha frio. Viu-a ao longe, caminhando com a leveza de sempre e um sorriso no rosto. Acenou-lhe com entusiasmo. Foi-lhe retribuído o gesto. Sentiu-se feliz. Que saudades. Há quanto tempo não a via? Mais de quinze anos. Aproximaram-se e sorriram uma para a outra. Era um riso sem som. Sereno. Mágico. Distante. Abraçaram-se. Um abraço que percorreu o tempo, numa outra dimensão. Abriu os olhos e sentiu a almofada entre os braços. O sono foi-se. O abraço ficou.

 

 

Alice Alfazema

Maio dia 4

Maio 04, 2014

Alice Alfazema

 

 


 

 

Hoje é celebrado o dia da Mãe. O sol continua lindo e quente, bem quente. Recebi de presente este rosmaninho, lindo. Já provaram mel de rosmaninho? É um dos meus preferidos. O rosmaninho é uma planta livre, cresce ao relento, nas serras ou nos baldios, sem grande preocupação, descontraído e elegante, gosta de vento e de sol, se repararem bem quando passarem por ele hão-de sentir vontade de o colher, é uma planta magnética. 

 

Recebi, também, uma composição para piano, feita especialmente para mim, nisto creio, não é qualquer mãe que recebe. É linda, dá vontade de ouvir e ouvir e ouvir, sabendo eu que as notas que oiço são abraços e beijos, energia melódica que vem pelo ar, é energia voadora, nuvem de emoções, do coração para o ouvido, eu gostaria de a colocar aqui, talvez um dia. 

 

Os filhos são como sementes, se cuidardes delas com carinho retribuirão em dobro, tens que ser o sol e a água, a terra e a minhoca que desbrava a terra para que essa semente cresça, tens que ser o vaso, mas também tens que deixar o vento levar o pólen, para que floresçam noutro lugar e o ciclo se repita.

 

Aos meus filhos: beijos, gostei muito das vossas prendas.

 

 

Alice Alfazema

Exercício para o corpo para a mente e para a alma

Março 22, 2013

Alice Alfazema

 

 

 

Meu Deus! Como é engraçado.
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço.
Uma fita dando voltas. Enrosca-se, mas não embola.
Vira, revira, circula e pronto, está dado o laço.
É assim que é o abraço (...)
Ah, então é assim o amor, a amizade, tudo que é sentimento.
Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, 
mas não pode se desfazer a qualquer hora, 
deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga então se diz: romperam-se os laços.
Então o amor, a amizade são isso.
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.


Mário Quintana

 

1, 2, 3...4, insiste, 1, 2, 3...4, mais uma vez, 1, 2, 3...4...uffffffa...

 

Bom fim de semana. :)

 




Alice Alfazema

Numa sexta-feira 13...

Agosto 14, 2010

Alice Alfazema

Hoje sexta-feira 13, fim de noite inesquecível... Pelas ruas da vila tocou-se música, bebeu-se moscatel e houve alegria no ar.

Aprendi com aqueles jovens que trazem o gosto da tradição, que para rezar não é preciso repetir palavras.

 

A música é uma forma de oração, o esforço de um trabalho também.

Deus não se visualiza, Deus sente-se, cheira-se e saboreia-se. Deus não é forma de vida, Deus é vida é cor, é som, é tacto, é conseguir vislumbrar no sabor de uma fruta o gosto do Sol, é sentir o vento como caricia, é ouvir a música como sons de vozes que se materializam pelo ar e vibram de alegria...Deus é a cor do mar, um reflexo de arco-irís. Deus é um abraço, Deus não existe, Deus é um sentimento sem forma é a vibração da música, o som do vento, o sal do mar, o calor do Sol, o brilho de uma estrela, de milhões de estrelas...Deus é um espaço vazio que devemos preservar...

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