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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Eu vivo, tu vives, ele sobrevive.

Agosto 19, 2017

Alice Alfazema

 

 

A consciência global de liberdade é muito redutora. É como se existisse uma fidelização a cada mundo individual. Cada pessoa tem muita dificuldade em sair do seu próprio mundo, para poder olhar para o mundo do outro. Está dependente das notícias que lê, também isso significa uma fidelização com determinados órgãos de comunicação. Os atentados chamados terroristas que se têm vivido nos últimos dias, dão-nos a conhecer que a tranquilidade e a paz são uma cadeia muito frágil de quebrar. É precisamente isso que se quer alcançar, matar a tranquilidade e derrubar a paz. São crimes de ódio. E como cresce o ódio? O ódio, nasce da inveja e é um sentimento  muito intenso, poderá crescer e agigantar-se através do sofrimento da visão criada de um mundo injusto. Da perda de valores sociais, da perda de familiares, da negação do direito a viver uma vida digna, num local onde as crianças possam crescer sem medo de perderem os seus entes queridos, onde possam ir à escola, brincar, fazer amigos, conhecer os seus direitos e os seus deveres, terem a oportunidade de criar uma sociedade aberta a um futuro sem guerra, destruição, sem fome, sem sede, sem choros aflitos, sem sangue espalhado pelo chão.

 

 

 

Ilustrações Dran

 

Vivemos num mundo de grandes desigualdades sociais, importa pensar e reflectir sobre isto. Dialogar sobre estes assunto é muito mais importante e produtivo para a solução deste fenómeno, do que proclamar a palavra "assassinos" à janela de casa e depois fechar a portada e ficar à espera que o mundo mude. O mundo não muda com a espera, nem com a ignorância sobre os temas que são de importância vital para uma vida digna. A prevenção, uma palavra moderna para criar estratégias, a prevenção não é criar barreiras físicas, a prevenção é saber o porquê de se ter de criar um muro sem ter compreendido o porquê disso. 

 

Ninguém inveja um sítio com guerra, onde as pessoas andam maltrapilhas e têm muita dificuldade em conseguir água potável, comida, uma escola, trabalho, um jardim onde descansar. Ninguém diz, que pena que tenha acontecido aquele atentado - naquela cidade que vive em guerra há demasiado tempo, tanto que as pessoas até já se esqueceram de quando começou - porque me lembro de ter estado hospedado ali naquele hotel e comido naquela esplanada, ninguém diz porque não existe hotel, nem esplanada, nem nada que interesse, é o mundo dos outros, mas e quando o mundo dos outros começa a invadir o nosso? O que podemos fazer para que o mundo dos outros se torne igual ao nosso?

 

Já que a matemática é tão importante, façam-se as contas.

 

 

 

Alice Alfazema

 

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