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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O tempo

Outubro 30, 2016

Alice Alfazema

 

Ilustração Francesca Baerald

 

Peguei no tempo e guardei-o, para gastá-lo quando quiser. Peguei no tempo e voei nele. Peguei no tempo e gastei-o todo, agora não tenho tempo. Depois o tempo pegou em mim e gastou-me, cansou-me, amoleceu-me, paralisou-me. Peguei outra vez no tempo e soltei-o, agora vou apanhá-lo. Vou dividi-lo, cortá-lo em pedacinhos e engoli-lo. 

 

 

Alice Alfazema

 

Sofrimento

Outubro 25, 2016

Alice Alfazema

 

Ilustração Marisa McConkie

 

 

É preciso muito para conhecer o sofrimento alheio, é necessário desprender-se das crenças enraizadas no nosso quotidiano, pensar, pensar além daquilo que conhecemos, daquilo que somos.

 

Hoje vemos o sofrimento como uma banalidade, como uma causa escolhida, vemo-lo na televisão, nos jornais e revistas, no bairro do lado, na cidade dos outros, em outros países, noutro continente.

 

A violência das palavras e das imagens fazem parte do menu do almoço e do jantar.

 

O sangue é vermelho e é igual ao meu e ao teu. As lágrimas correm da mesma forma daquelas que por vezes me correm na face.

 

Pensar para além é difícil, agir ainda mais.

 

Por vezes é preciso tão pouco, para quem não tem nada o pouco é muito. Não é dinheiro apenas, pode ser um pouco de confiança, um pouco de tempo, um pouco de amizade, de conversa, um sorriso, ajuda. Parece pouco mas pode ser tanto para quem nada tem (a perder e a ganhar). 

 

Vivemos agora no mundo como num concurso, onde damos uma resposta e esperamos algo em troca, algo palpável, que traga poder material e simbólico na sociedade, mas e se essa troca te der simplesmente tranquilidade e bem-estar? Não é válida essa troca? Onde consegues comprar tranquilidade? 

 

 

 

Alice Alfazema

 

 

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