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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Balanço das férias

Julho 31, 2016

Alice Alfazema

balanço das férias.jpg

 

 

As férias souberam-me a pouco. Resumindo: o Ginjas foi o único, o único,  que não me pediu para lhe por  protector nas costas, creme nas costas, dar-lhe uma sandes, dar-lhe fruta, dar-lhe a toalha, dar-lhe as cartas, dar-lhe outra vez fruta, dar-lhe mais pão, dar-lhe água, por outra vez protector solar, mais creme nas costas, mais água, a mochila, o telemóvel, outra vez água...viva o Ginjas! (que amanhã é dia de trabalho).

 

Alice Alfazema

A corrupção é o fascismo de colarinho-branco?

Julho 30, 2016

Alice Alfazema

O terrorismo não se esgota nos atentados suicidas, nem no fundamentalismo mascarado de religião, nem no maniqueísmo simplista nós bons/eles maus. Ah pois não. Ele há mais terrorismo. O das famigeradas “sanções” da alegada União supostamente Europeia, por exemplo. Intolerável ingerência na soberania de cada Estado mais “periférico” (isto é: tudo o que não é Paris, não é Bruxelas & não é Berlim), todo este aparato dos “défices estruturais” e da “Dívida” traz água estragada no bico. Para mim, é terrorismo.

 

 

 

Pergunta e texto retirados do blogue de Daniel Abrunheiro, ver mais aqui.

 

 

Alice Alfazema

Já apreciaste hoje uma coisa simples?

Julho 27, 2016

Alice Alfazema

 Fotografia de Herman Damar, retirada daqui.

 

A rede é atirada, é uma renda luminosa. O miúdo, atento, dá larga aos músculos e faz voar aquela rede de cores, que cai no rio e amarra o jantar, que afaga o estômago e dá alento à alma. 

 

Uma coisa simples, uma vida longe daqui, uma coisa sem importância para quem vê de longe, Uma fotografia linda, um momento mágico. Uma coisa importante para ele.

 

 

Alice Alfazema

A ver o mar...

Julho 27, 2016

Alice Alfazema

Branquinha, como cal, sacode-se pela areia no seu biquíni cor de rosa choque. Cuecas um numero abaixo. Enfiadas entre as margens das badanas. Óculos de sol, redondos e gigantes, pretos. Leva a mão ao chapéu de palha, que trás na cabeça, um enorme laço castanho adorna o magnifico chapéu que parece flutuar com as abas ao vento. A cintura vai e vem, quase deslocando alguma vértebra na zona lombar. Pisa a água devagarinho, levanta um joelhinho com cuidado, depois o outro, anda até a água lhe ficar pela anca, volta-se e acena com delicadeza ao amorzinho. Volta-se outra vez e segura novamente no chapéu, abas ao vento. O sal do oceano aflora-lhe a pele delicada. Aliviou-se. Caminha, então para a margem, pois sabe que a toalha a espera, desesperada naquela areia quente.

 

 

Alice Alfazema

A ver o mar

Julho 27, 2016

Alice Alfazema

Estou à beirinha da água, tenho a água pelos joelhos, um fedelho já bronzeado e de calções vermelhos entra na água e fica na minha frente, entre mim e o  oceano. Olha-me espantado e diz:

- Aiii!? Parece que estou a ver peixes.

Respondo-lhe com uma quase gargalhada:

- A água é a casa deles. Eles vivem aqui. Olha ali os pequeninos. Tens que estar sossegado para conseguires vê-los.

Ele faz conchinha com as duas mãos e tenta apanhar um punhado deles.

- Eles são rápidos.

- Tu consegues apanhá-los? - perguntou-me.

- Não, eles são muito rápidos. São pequeninos mas muito rápidos. Chamam-se chopas.

- Pois, chopas.

E desata a correr pela areia acima.

 

 

Alice Alfazema

Micro contos - Na lateral

Julho 24, 2016

Alice Alfazema

O homem de pernas magras e lisas como varas aproxima-se da cana de pesca, deita o olho à ponteira, nada de picarem. A língua de areia aumenta à medida que a maré vaza. A barriga do homem parece que vai estourar, tão lisa e brilhante, bronzeada com Nivea, comprado na promoção do supermercado. O cú minúsculo contrasta com aquela pança bronzeada e esticada pela cerveja. As cuecas de banho tapam à medida aquele rabo sem grande volume, na lateral das cuecas carrega o isqueiro e o maço de tabaco, qual cobói americano.

 

 

 

Alice Alfazema

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