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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Como vai o mundo?

Maio 30, 2016

Alice Alfazema

 

Ilustração  Lora Zombie

 

 

Vejamos como vai o mundo. Este vasto mundo que baila tão alegremente. Talvez não tanto quanto isso. Os jornais cansam. As notícias cansam. O mundo cansa. O mundo cansa porque está cansado.

 

Conto, Nuvens, de António Tabucchi

 

 

Alice Alfazema

A prima do Ginjas

Maio 28, 2016

Alice Alfazema

a prima do Ginjas.JPG

 Não é, mas podia ser. 

 

Cão passageiro, cão estrito,

cão rasteiro cor de luva amarela,

apara-lápis, fraldiqueiro,

cão liquefeito, cão estafado,

cão de gravata pendente,

cão de orelhas engomadas,

de remexido rabo ausente,

cão ululante, cão coruscante,

cão magro, tétrico, maldito,

a desfazer-se num ganido,

a refazer-se num latido,

cão disparado: cão aqui,

cão além, e sempre cão.

Cão marrado, preso a um fio de cheiro,

cão a esburgar o osso

essencial do dia a dia,

cão estouvado de alegria,

cão formal da poesia,

cão-soneto de ão-ão bem martelado,

cão moído de pancada

e condoído do dono,

cão: esfera do sono,

cão de pura invenção, cão pré-fabricado,

cão-espelho, cão-cinzeiro, cão-botija,

cão de olhos que afligem,

cão-problema...


Sai depressa, ó cão, deste poema!

 


Alexandre O'Neill, Poesias Completas. 1951-1986

 

 

 

 

Alice Alfazema

Memórias e mensagens por este mundo fora

Maio 28, 2016

Alice Alfazema

Nestes últimos tempos tenho-me sentido perdida nestas paragens que são o meu mundo, a idiotice chegou a um ponto que parece não ter retorno. Ou isto sempre foi assim ou eu andava por aí distraída, talvez seja da idade. Entretanto encontro estas palavras que me fazem pensar. Gosto de palavras que me fazem pensar. E de risos francos. 

 

 

 

"Os brancos se dizem inteligentes. Não o somos menos. Nossos pensamentos se expandem em todas as direções e nossas palavras são antigas e muitas. Elas vêm de nossos antepassados. Porém, não precisamos, como os brancos, de peles de imagens para impedi-las de fugir da nossa mente. Não temos de desenhá-las, como eles fazem com as suas. Nem por isso elas irão desaparecer, pois ficam gravadas dentro de nós. Por isso nossa memória é longa e forte."

 

 

 

Fotografia e texto retirados de A Queda do Céu

 

 

 

A inteligência é sobretudo a forma como cada um se expressa, tem pouco a ver com a intelectualidade adquirida. 

 

 

 

Alice Alfazema

 

Pensar apenas em nós próprios...

Maio 22, 2016

Alice Alfazema

Ousar pensar apenas em nós próprios é um terreno delicado, pleno de nuances, onde a liberdade, atrevida, pode ser epitetada de irresponsável ou, até mesmo, de egoísta. Contudo, à altura, ninguém se apercebeu do meu estado de necessidade. Perdido e sozinho já eu estava há muito; preso e camuflado, também. Diz-se aos sete ventos que não adianta fugir dos problemas, pois eles nos acompanham para onde quer que vamos. Também não digo o contrário, mas a evasão não é fugir, é a árdua arte de separação entre o que é e o que não é; o que somos e não fomos, o que perdemos e podemos encontrar, o que nos é essencial e dispensável. Sim, é um limbo, uma linha divisória que separa os pés do chão das ânsias do céu.

 

Paulo Abreu e Lima, no blogue, Assim na Terra como no Céu.

 

 

 

Alice Alfazema

 

Aqui e ali

Maio 22, 2016

Alice Alfazema

Ilustração  Jennifer Balkan

 

Antigamente vivíamos apenas num único mundo, havia também quem esperasse poder ter outra oportunidade quando viajasse entre quatro tábuas.  Hoje podemos viajar em três mundos, no físico, no virtual e no de quatro tábuas.  A todos é dada uma importância diferente. Tal como degraus, assumem visões diferentes ao longo da subida, ou descida. Umas vezes lá em cima, outras em baixo. Pensamos sempre que somos diferentes e únicos, um pedacinho algo especial, neste cosmo que rodopia, ninguém sabe bem para onde. Estamos aqui, estamos ali. Onde estamos?

 

 

Alice Alfazema 

 

Finalista - 21 de Maio de 2016

Maio 21, 2016

Alice Alfazema

finalista1.JPG

 

 

Tal como o girassol persegue o Sol e se abre para o saudar, assim é agora. É dar as boas-vindas a esta nova etapa que vem por aí. Que seja radioso, que seja confortante, que traga outros objectivos. É mais um começo, mais uma nova caminhada, com outras paisagens, com outras experiências. Para todos, desejo-vos muitas felicidades(e esqueçam as línguas azedas, virem-se para o Sol, o caminho começa aí).

 

Beijos

 

Alice Alfazema

Arte

Maio 19, 2016

Alice Alfazema

 

Ilustração Kiana Mosley

 

Fico sempre surpreendida com as várias formas artísticas. Sei que foi a imaginação que criou asas. De entre elas, penso agora na pintura e na música...gosto de imaginar como tudo começou. A pintura numa gota, a música num som...Boa noite.

 

Será que um final de dia, também, é uma forma de arte? 

 

Até amanhã.

 

 

Alice Alfazema

 

 

 

 

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